AFASTA DE MIM ESSE CALE-SE

Esta notícia em centro universitário (Santos-SP) nos mostra o quanto o autoritarismo é a marca da educação no Brasil. E do quanto a polícia vem sendo cada vez mais presença proeminente onde deveria predominar o diálogo e a liberdade de expressão. Isso é um verdadeiro absurdo e preocupante. Mas poucos são os que se manifestam contra este retrocesso ditatorial no país em pleno século XXl
 
Centro universitário expulsa 16 sem processo administrativo; militantes do CES são ameaçados de prisão durante ato
 
Rua Oswaldo Cruz, sexta-feira, 7 horas da manhã. Uma viatura policial estacionada na porta do campus de Medicina do Centro Universitário Lusíada (UNILUS). As catracas da universidade trancadas, com apenas um corredor aberto para os estudantes passarem. No final desse corredor, uma câmera montada num tripé filmando tudo. Cinco seguranças particulares - um sem uniforme - completavam o estranho cenário desta manhã. Defendiam-se do quê?
 
Defendiam-se dos 200 estudantes de medicina que, pacificamente, lutavam contra o autoritarismo da reitoria da UNILUS. A gota d’água foi a expulsão de 16 pessoas que supostamente participaram de ações de trote violento no início do ano letivo. Os estudantes garantem não ter sido consultados sobre as expulsões e, como quase tudo o que acontece na universidade, não há provas da participação efetiva de nenhum deles em ações violentas no trote.
Ainda pela manhã, os estudantes fizeram uma assembléia nas imediações do campus e decidiram manter a luta contra as 16 expulsões. Entraram na universidade para paralizar as aulas das salas que ainda não haviam descido. Quando tentavam passar pelo pequeno corredor liberado para entrada, dirigentes do Centro dos Estudantes de Santos (CES) foram barrados pela segurança particular da universidade. A polícia interveio, houve bate-boca e princípio de confronto. Depois de ameaças de prisão e da falta de posicionamento na universidade, foi feita uma nova assembléia, onde se decidiu que é preciso mobilizar ainda mais os estudantes de medicina, os estudantes da UNILUS e o conjunto de universitários, entidades estudantis e movimentos da região em torno desta luta.
A ANTI-DEMOCRACIA COMO REGRA
As expulsões remontam as atitudes arbitrárias tomadas pela reitoria da UNILUS nos últimos anos e jogam luz ao debate da democracia universitária no movimento estudantil. Sequer as entidades têm autonomia para se organizar e transitar pelo campus e pelas salas. Para dar um recado em uma classe, é necessário pedir autorização para o corpo administrativo da universidade. Já no caso do Centro Acadêmico de Relações Internacionais, aos estudantes não foi permitido sequer concluir uma assembléia de fundação da entidade!
 


Escrito por Glória às 17h42
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MORTES EM CRECHES CONTINUAM

Brasil sobe ao pódio do descaso com nossas crianças
 
As notícias saem em cantos de jornal e informativos online, como se criança morrer em creche fosse normalíssimo.
O diagnóstico do fenômeno é "fatalidade". Assim se explicam os diretores, professores e, pior, as autoridades competentes para cobrar responsabilidade e cuidado com nossas crianças.
Mês passado postei inúmeras notícias de crianças mortas e agressões em creches.
Indiferença! Silêncio total! Imprensa, plíticos e autoridades voltadas para as algemas nos punhos de criminosos importantes.
Criaram até a LEI DANIEL DANTAS para proteger adultos que podem se machucar com algemas e holofotes da imprensa.
Será que não poderiam criar uma lei coibindo morte de criança em creches?


Escrito por Glória às 22h44
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TEXTO DE DOMINGO
Chora Jade, chora!
"Choremos, homens e mulheres, pois quem sabe assim as demonstrações de “fragilidade” e “fraqueza” passem a ser vistas simplesmente como são: humanas"
Patrícia Espírito Santo
E-mail para esta coluna: patriciaesanto@uai.com.br
O choro era permitido a um grupo restrito, coisa de mulher, dos fracos, dos “moles”. Choro também era, e ainda é, uma arma (bastante eficaz) de chantagem. Quem (principalmente se for do sexo masculino) não atende os pedidos de uma mulher se ela os faz aos prantos? E como elas sabem fazer isso bem, desde criança!

Confesso que gosto de ver as pessoas chorarem. Principalmente quando não estão nem um pouco preocupadas em esconder suas lágrimas. A emoção alheia me emociona, mais ainda se for expressa com choro. Pode parecer sadismo, mas até o choro motivado pela mais profunda tristeza me comove. É como se o fato de ver a reação de famílias que perderam tudo por causa de desastres naturais, por exemplo, ajudasse a me tornar mais humana. Ao mesmo tempo, revolta-me ver o uso espetacular que acabamos fazendo de cenas tão sofridas como essas.

Adoro acompanhar jogos como os das Olimpíadas e, quando o Brasil consegue um feito e os atletas choram, sem querer acabo dando mais valor a eles (ao feito e ao atleta). É como se as lágrimas resumissem todo o enorme esforço individual e de equipe para chegar onde chegaram. É como se demonstrassem a si e ao resto do mundo que não são invencíveis; são falíveis, e quando se dão conta de que conseguiram vencer, choram.

Nas Olimpíadas de Pequim, elegeu-se a Jade Barbosa como símbolo da choradeira. Seu choro, no imaginário de quem acompanha as provas de ginástica olímpica, transmite a idéia de fraqueza, de instabilidade emocional, de emoção indomada e indomável. “Sem choro, sem choro”, repetiu tantas vezes Daiane dos Santos, na tentativa de ajudar a companheira em sua caminhada para a maturidade pessoal e esportiva.

Se eu pudesse, naqueles exatos momentos, diria o contrário tanto a uma como à outra atleta: “Choremos”. Tenho saudades do tempo em que chorava por qualquer coisa. Quando criança, apesar de “amargar” sempre ser a maior da turma, tinha o apelido de manteiga derretida. Havia uma incoerência entre minha estrutura física e meu comportamento nos momentos de maior estresse. Fui crescendo e passei a chorar vendo propaganda, filme água-com-açúcar, melodrama. Chorava ao ver meu filhos se apresentarem naqueles torturantes festivais e feiras da cultura da escola; chorava ao ver alguém chorando uma perda, mesmo quando ela pouco significasse para mim. Talvez eu tenha amadurecido e, por isso, hoje seja mais difícil arrancar-me uma lágrima.

Choremos mais, Daiane e Jade. Choremos nossas conquistas, nossas perdas, nossas inseguranças. Choremos, homens e mulheres, pois quem sabe assim as demonstrações de “fragilidade” e “fraqueza” passem a ser vistas simplesmente como são: humanas.
 
Publicado no jornal Estado de Minas, 17/8/08, caderno Feminino&Masculino


Escrito por Glória às 15h07
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Escola condenada a indenizar violência contra aluno
O debate sobre a violência nas escolas foi parar nos tribunais. Em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, uma escola foi condenada a indenizar a família de um garoto que, aos 7 anos, sofreu uma dura perseguição de colegas.
 
COMENTÁRIO
Como é de praxe, as notícias sobre a violência da escola são superficiais e, principalmente, nunca atingem o âmago da questão: o quanto os adultos, os profissionais da educação, são responsáveis pela violência, não só se omitindo na orientação e no exemplo, como também praticantes de posturas que geram violência.
Desta vez, a escola foi responsabilizada e condenada pela justiça, já foi um passo. Resta trocar em miúdos e detectar a generalização do fenômeno, encontrando formas efetivas de preveni-lo. É raríssimo uma mãe, como a do episódio, que enfrenta todos os percalços para defender seu filho. Portanto, não podemos contar com esta saída, ainda mais quando se tratar de escola pública, uma vez que, neste caso, a escola era particular. Se fosse pública, em primeiro lugar, dificilmente a mãe iria à justiça e, em segundo, jamais  encontraria respaldo no poder Judiciário.


Escrito por Glória às 20h19
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Mas que las hay, las hay
 

Hoje, na Folha de São Paulo, saiu um artigo muito engraçado do Antônio Ermírio de Moraes, em que ele não resistiu e tocou nas faltas dos professores. Me fez lembrar aquela história do "Yo no creo en las brujas mas que las hay las hay", quando ele diz que São Paulo gastou R$ 235 milhões com as faltas dos professores de primeiro grau, mas que "a maioria dos professores não falta". É pra rir ou pra chorar?
É impressionante o poder que a classe dos professores exerce sobre todos neste país. Políticos, autoridades, imprensa, a população em geral, todos se dobram diante desse poderio secular.
Nosso reverenciado escritor Nelson Rodrigues dizia que "toda unanimidade é burra". Pois é, a educação está mergulhada na burrice.
 
Segue o artigo da Folha, seção Opinião:

O mau exemplo das "pontes'
ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES
OS AMERICANOS usam e abusam da expressão "time is money". Mas há uma certa razão para isso. O tempo é um bem muito precioso.
O governo de São Paulo estimou que, em 2007, foram gastos R$ 235 milhões com as faltas dos professores de primeiro grau por motivos atribuídos a doenças. É um número impressionante, que resulta em sério prejuízo para o ensino.
A maioria dos professores não falta, é verdade. Mas a média de ausências é de 32 dias anuais. Isso é muito quando se leva em conta que o ano letivo tem apenas 200 dias.
Em boa hora, o governo do Estado de São Paulo enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei que limita essas faltas a seis por ano, a menos que haja parecer de perícia médica estabelecendo em contrário -ninguém pode dizer que o professor pode adoecer apenas seis dias por ano.
Mas o problema de excesso de faltas não se limita à área da educação. Na saúde também há muitas faltas. E, no Poder Legislativo, nem se fala. Em 2007, 75% dos deputados federais faltaram a mais de 25% das sessões -há casos de 50%-, lembrando que naquela Casa o expediente efetivo é de apenas três dias por semana -de terça a quinta-feira.
Seria injusto não mencionar o grande número de dias não trabalhados no setor privado. A maioria é sancionada por lei, que estabelece paradas obrigatórias. Outra parte é aprovada pelas próprias empresas, que adotam o sistema de pontes entre os feriados e os fins de semana.
O ano de 2007 foi pródigo. A primeira ponte foi no Carnaval, pois ninguém é de ferro... O dia 1º de maio caiu numa terça-feira, o que ensejou o enforcamento da segunda-feira anterior, 30 de abril. Corpus Christi caiu numa quinta-feira (7 de junho) e foi emendado com a sexta-feira. O 15 de Novembro também foi quinta-feira, que, em São Paulo, foi emendado até a outra terça-feira em comemoração ao Dia da Consciência Negra. E os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro caíram nas terças-feiras, o que provocou a grande ponte dos dois últimos fins de semana. Pelas minhas contas, foram 21 dias sem trabalho, isso porque a homenagem a Tiradentes caiu num sábado, senão seriam 22 dias.
Para se saber quanto se trabalha efetivamente, há que juntar a esses 21 dias os 52 sábados, 52 domingos e 30 dias de férias, que, no total, chegam a 155 dias sem trabalho -quase a metade do ano, sem nos esquecermos de que o descanso é sagrado.
Esse assunto me intriga, porque o brasileiro é um povo trabalhador por excelência.


Escrito por Glória às 20h17
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FAMÍLIA PROCESSADA POR ENSINAR OS FILHOS EM CASA
 
Repito a minha frase de que justiça no Brasil é para criar conflito e não para resolvê-los. Há dias, postei aqui o caso dos pais de Timóteo (MG) que optaram por ensinar os filhos em casa por considerarem que o "ensino oferecido no país é de má qualidade e que o ambiente escolar feria conceitos morais de família".
Tem coisa mais absurda que essa? Além do ato insano de interferir em algo saudável numa relação familiar, tem a questão de vivermos num país em que um dos maiores problemas é o abandono de nossa infância e juventude. Adolescentes são torturados e mortos em centros de internação e os juízes não tomam atitudes radicais como essa para deter a crueldade. Leia no blog Recomeço a postagem Assim se mata em Minas Gerais, com a notícia de um adolescente estrangulado dentro do Centro de Internação Provisória Dom Bosco (Ceip), no Bairro Horto, em Belo Horizonte. Li a notícia num dia e não li mais nada sobre o horror de um adolescente ser morto dentro de uma instituição do estado. Matar pode, estudar em casa, não!
Eu proporia à justiça, antes de OBRIGAR OS PAIS a colocar seus filhos na escola, que fizessem dessa instituição um local relmente acolhedor e produtivo para os alunos.
O juiz considerou que os pais infringiram o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Meu Deus, quanto hipocrisia! O estatuto é infringido rotineiramente neste país e, principalmente, nas escolas.

Segue a notícia na íntegra publicada hoje no jornal Estado de Minas:
 
Educação familiar vira caso de Justiça
Casal tira os dois filhos adolescentes da escola formal para ensinar-lhes em casa, por discordar de métodos didáticos, e enfrenta maratona para provar que não errou
Daniel Antunes e Glória Tupinambás
Timóteo - Os próximos dias serão decisivos para uma família de Timóteo, no Vale do Aço, a 196 quilômetros de Belo Horizonte. A partir da aplicação de testes de conhecimento nos irmãos Jonatas e Davi de Andrade Nunes Amorim, de 14 e 15 anos, a Justiça vai determinar se os dois poderão continuar estudando em casa, com os pais, como vem ocorrendo nos últimos dois anos e meio, ou se serão obrigados a retornar às salas de aula formais. A polêmica começou quando o casal Cleber e Bernadeth Nunes tirou os filhos da escola, em 2006, alegando que o ensino oferecido no país é de má qualidade e que o ambiente escolar feria conceitos morais de família.

Segunda-feira, os adolescentes começam uma verdadeira maratona de provas, que fazem parte da sentença criminal em que os pais são acusados de abandono intelectual dos filhos. Durante quatro dias, eles farão testes de conhecimentos gerais e de conteúdos curriculares compatíveis com a idade e referentes às 7ª e 8ª séries do ensino fundamental. O cronograma das avaliações foi definido esta semana pela Secretaria de Estado de Educação e pelo Ministério Público Estadual (MPE), e o resultado vai ser passado até o dia 27 ao Juizado Especial Criminal de Timóteo.

Confiante no desempenho dos filhos, o designer Cleber de Andrade Nunes comemora: “Felizmente, um ano e meio depois de o processo ser aberto, a Justiça age com sensatez e resolve avaliar se a educação que eles recebem em casa é de boa qualidade. Estamos preparados e ansiosos para o teste. Anteriormente (no processo cível em que o casal é acusado também de abandono intelectual), fomos condenados sem que nos fosse permitido o direito de ampla defesa”. Os pais respondem a processos ainda nas áreas criminal e cível na Justiça de Timóteo.

Na esfera cível, Cleber e Bernadeth foram condenados, por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigados a rematricular os filhos na escola. Eles recorreram e o processo tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Os últimos dias têm sido de ansiedade e dedicação por parte dos filhos. “Somos normais como qualquer outra pessoa da nossa idade. Praticamos esportes, viajamos e gostamos de música. Só o nosso estilo de procurar o conhecimento é diferente”, diz Jonatas, que afirma não haver distinção entre ele e os demais adolescentes matriculados nas escolas da cidade.

A intrigante história dos irmãos Davi e Jonatas ganhou repercussão no ano passado, quando uma família da cidade resolveu levar o caso ao Conselho Tutelar. Na época, os adolescentes estudavam em casa havia um ano. “A denúncia partiu de um casal conhecido, que temia que seus netos também reivindicassem estudar em casa”, disse Cleber. Em 2006, Davi e Jonatas passaram por um processo chamado pelo pai de desintoxicação escolar: “Ficaram livres para estudar quando tivessem vontade e buscar os conhecimentos que eram interessantes a eles”.

No ano seguinte, os estudantes passaram a seguir uma rotina mais rígida, com horários definidos para os estudos. Sozinhos, acompanhados dos pais ou de professores particulares, eles aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras – inglês e hebraico. Estudam, em média, seis horas por dia. “Meus amigos até brincaram, falando que eu tinha tempo para fazer tudo e não precisava acordar cedo para estudar. Mas não é bem assim. Em casa, tenho obrigações e metas de aprendizado”, explica Davi.

CONTEÚDO Uma equipe de 16 professores das redes municipal e estadual de ensino de Timóteo elaborou provas de arte, ciências, geografia, história, língua estrangeira, português, matemática e educação física – currículo básico do ciclo fundamental. “Fomos orientados pela Justiça a avaliar o nível de desempenho e quais as habilidades e competências de um aluno que está concluindo o ensino fundamental. A prova será baseada no conteúdo básico comum (CBC) e, com o resultado, vamos saber se o conhecimento dos dois jovens é compatível com o de um aluno do ensino regular. A família alega que o desempenho é até superior ao esperado para a idade, mas sabemos que o currículo deles contempla apenas quatro disciplinas: língua portuguesa, inglês, hebraico e informática”, diz a supervisora da Superintendência Regional de Ensino de Coronel Fabriciano, Marília Mendes Louzada Melo, que responde pelas cidades do Vale do Aço.

Em nota, o Ministério Público informou que a promotora de Justiça da Comarca de Timóteo, Maria Regina Lages Perilli, entendeu que a conduta do casal Cleber e Bernadeth vai de encontro ao Código Civil (artigo 1.634) e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (artigos 22 e 55). Paralelamente ao processo cível, está sendo movida ação contra os pais pela prática de crime de abandono intelectual, previsto no artigo 246 do Código Penal. Segundo o MP, esse processo criminal depende do resultado de duas diligências: estudo social junto à família, a ser feito pelo Serviço Social do Fórum de Timóteo, e avaliação do grau de conhecimento dos adolescentes pela Secretaria de Estado de Educação.


Escrito por Glória às 14h03
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"Pode-se conceber maior vilania que ofender e perseguir uma criança? É evidente que a consciência da humanidade se acha submersa em profundo sono."

Maria Montessori (A Criança. Ed. Lisboa-Portugal, s/d)
Leia sobre Maria Montessori


Escrito por Glória às 23h09
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Justiça ensandecida
 

A criança já estava com a família adotiva  há oito meses, entregue pela mãe biológica que, tendo outros cinco filhos, optou por entregar a menina para adoção.
Quando foram ao Judiciário legalizar a adoção, o juiz lhes tomou a menina e entregou para outro casal "que estava na fila".
Depois de idas e vindas na Justiça, que começaram no fim do ano passado, o bebê foi levado para um abrigo há uma semana. De acordo com o juiz Edílson Rumbelsperger Rodrigues, da comarca local, a criança está desde quinta-feira sob tutela de outra família.
Sempre digo que justiça no Brasil é para criar conflito e não para resolvê-los.
 
Segundo a notícia de hoje no Jornal Estado de Minas:
"Toda a polêmica começou quando a mãe biológica procurou Angélica e Luiz Carlos Braz quando estava prestes a dar à luz uma menina. Acolhida pelo casal desde o momento do nascimento, Laura recebeu os cuidados da família e foi, inclusive, amamentada pela mãe adotiva. “Fiz um tratamento especial, porque gostaria de dar a ela tudo o que uma criança pode ter da mãe”, explica Angélica.

Enquanto aprontava um quarto para acomodar melhor a criança, o casal procurou o Judiciário para registrá-la. “Nunca pensamos em fazer nada fora da lei. Seguimos os trâmites legais. A adoção direta, com a concordância da mãe biológica, é totalmente legal, está na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente”, argumenta Luiz Carlos.

Em 28 de dezembro do ano passado, após denúncia anônima, a menina foi retirada do convívio do casal, sob a alegação de que a adoção havia sido feita de forma ilegal. Mas a própria mãe biológica contesta a acusação. Aline afirma que procurou Angélica e Luiz e deu a criança para eles na maternidade. “Eu já sabia que eles queriam um bebê, por isso os procurei. Minha mãe, de 78 anos, é quem me ajuda a criar meus outros cinco filhos, e ela já não tem mais condições de ajudar, por isso abri mão de minha filha”, afirma.

Em 1º de janeiro, a menina voltou para a casa dos pais adotivos. Em 1º de agosto, foi levada novamente para um abrigo. “O juiz da Vara de Família de Sete Lagoas, Edílson Rumbelsperger, não aprovou a adoção. Já recorremos e o caso foi parar no Tribunal de Justiça, em Belo Horizonte”, explica Angélica.

Ontem, o juiz Edílson Rumbelsperger Rodrigues afirmou, em entrevista ao Estado de Minas, que a criança não está mais no abrigo. De acordo com ele, "a adoção dirigida, ou, como é mais conhecida, ‘adoção à brasileira’ – em que o trato entre as partes (mãe biológica e casal) é feito sem a intervenção jurídica – é ilegal, de acordo com o artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente e pode, inclusive, ser tipificada como crime".

"O destino justo para a criança é o que a lei, traçada pela própria sociedade, determina", afirma Rumbelsperger. “Esse tipo de adoção direta costuma, em alguns casos, ser feito de forma rudimentar e até com indício de venda de crianças. Não posso determinar qual foi a circunstância em que esse casal pegou a menina, porque eles não passaram pelo cadastro e pela fila de adoção do juizado”, completa o magistrado, acrescentando que os pais adotivos que agora estão com o bebê estavam na fila havia mais de três anos. “Aceitar esse tipo de adoção (direta) seria uma injustiça com as famílias cadastradas, que aguardam por anos nas filas de adoção”, sustenta.

O casal Angélica e Luiz Braz argumenta que a criança não deveria ter sido levada para um abrigo, pois já tinha um lar e uma família. “Por que não podemos ser a opção para criar a Laura, se temos todas as qualidades para isso?”, questiona Angélica, que é casada com Luiz há 12 anos e se emociona ao falar da filha adotiva retirada de sua família."
 
Ou seja, o juiz não gostou de ver a menina Laura amada e protegida numa família escolhida pela própria mãe biológica. Tinha de ser a que ele escolheu. Absurdo!


Escrito por Glória às 01h28
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O espetáculo da dor
 

UNESCO - Foto do Ano - 2007

Meninos seguram uma barra por 5 minutos como parte de um treinamento físico em ginástica olímpica na Sala de Ginástica da Shanghai University of Sports, (leia mais aqui - em inglês)

Rotinas de espancamentos contra crianças chinesas
A rotina de espancamentos supostamente dados às crianças ginastas na China não são diferentes do castigo físico que uma vez que foi parte da vida diária das escolas públicas inglesas, segundo Jacques Rogge, chefe do Comitê Olímpico Internacional em 2005. (leia
aqui, em inglês)
Jacques Rogge tentava responder às afirmações de Matthew Pinsent, ganhador da medalha de ouro que, em visita à Pequim, disse estar chocado e perturbado com o tratamento dado aos jovens ginastas chineses que estão sendo preparados pas as olimpiadas de Pequim-2008. Ele disse que crianças de 5 anos choravam de dor no treino com um professor especialista em esporte escolar. Ele alega que um menino foi espancado por seu treinador, deixando marcas visíveis nas costas. (leia o artigo completo
aqui, em inglês)
Fonte: Cremilda dentro da escola



Escrito por Glória às 19h21
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INÉDITO
Jornal publica queixa de um pai sobre a escola pública
Sabemos o quanto isso é raro, a imprensa se empenha em não publicar ou camuflar dourando a pílula, quando depara com episódios de violência e corrupção dentro da escola. Vejam a carta abaixo publicada hoje na seção Cartas dos Leitores do jornal Estado de Minas.
O pai só vacila quando, no fim da carta, cai no clichê dos "professores são mal pagos, cansados".
Vocês conhecem alguma profissão em que as pessoas não se sentem mal pagas e cansadas?
Cito um exemplo: os jornalistas. Será que contam com uma maravilha de salário e mais as benesses dos professores? Imaginem se algum deles, com a alegação de cansaço e insatisfeito com o salário, faça uma matéria tão mal feita quanto as aulas dos professores. Rapidinho, está na rua. Professor, não! Tem a FAMIGERADA ESTABILIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO. Pode aprontar todas! Repito o que ouvi de uma colega certa vez: "Posso até matar uma criança que nada me acontece".
 
Leiam a carta do pai: 
Escolas públicas estão aquém das particulares
Álvaro Gustavo Dantas
- Belo Horizonte

“O governo do estado tem procurado passar uma imagem de excelência nas escolas estaduais. Contudo, meu filho teve uma amarga experiência na Escola Barão de Macaúbas, nos dois anos que nela esteve matriculado. Salas abarrotadas de alunos, com professoras pouco compromissadas, foi o que ele encontrou, tendo dificuldades em português, pois entrou com seis anos neste alardeado projeto de nove anos, e a professora dele disse-me que poderia resolver o problema da dificuldade dele com aulas particulares em sua casa, a exemplo do que era feito com vários alunos, a um preço de quase R$ 100. Achei aquilo um absurdo e eu mesmo o ensinei.
Ao longo do tempo, fui percebendo que o garoto, que é inteligente, não queria ir à aula. Descobri que, certa vez, quando estava na biblioteca, pediu para ir ao banheiro e a professora não permitiu. Depois de agüentar o quanto pôde, urinou na roupa, sendo ridicularizado pelos colegas, tudo por culpa desta professora.
Recentemente, o transferi para o Colégio Nossa Senhora das Dores, e o seu desempenho melhorou. Certo é que o ensino público estadual está aquém do municipal e do particular, pois seus professores são mal pagos, cansados, descompromissados e desinteressados com o desempenho de seus alunos.”


Escrito por Glória às 13h09
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Juízes contra as crianças
 
Esta é de São Paulo. Além de outros perigos na escola, mais este: crianças condenadas pela justiça. O juiz chegou a declarar na imprensa que é "sempre a favor do professor". Enquanto Dantas e outros da sua turma contam com infinitos e sagrados direitos na justiça brasileira, nossas crianças sofrem condenação sumária.
 
 
Em Fernandópolis-SP, tem um juiz que condena crianças sem nem mesmo ouvi-las... a imprensa noticiou: O juiz afirmou que, em suas decisões, a presunção é sempre em favor do professor, para manter a ordem dentro das escolas. (leia aqui)... pior que isso só mesmo o fato deste juiz ter sido eleito a Personalidade do Ano de 2007 em Fernandópolis-SP...
 _____________
 
Em Ilicínea-MG, um juiz condenou duas crianças (7 e 11 anos) a trabalhos forçados (varrer a escola por 2 meses)... isso contraria frontalmente o Estatuto da Criança e do Adolescente -ECA (lei federal 8069/1990)... juiz não é competente para aplicar medidas punitivas em caso de crianças menores de 12 anos...
Curiosidade: O Jornal Nacional não divulgou o nome da escolinha em que os alunos estavam cumprindo a pena de trabalhos forçados... seria a escolinha da Apae Santos Anjos???
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Em Londrina-PR, 200 policiais militares invadem as escolas, as salas de aulas, e fazem revista pessoal nos alunos, tudo isto na frente das câmeras de tv... e os policiais dizem que contam com o aval dos juízes...


Escrito por Glória às 12h21
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Professora tortura, justiça respalda
Professora alega que aluno - de 7 anos - ficou preso na escola porque "quis". E a justiça aceitou,  isentando a professora de culpa. Não é surrealismo fantástico?
 
Leiam a notícia na FolhaOnline:
 
Prefeitura de Nova Odessa (SP) é condenada por aluno esquecido em sala de aula
A Prefeitura de Nova Odessa (121 km de São Paulo) foi condenada pela Justiça a pagar 25 salários mínimos (o equivalente a R$ 10.375) por não ter vistoriado as dependências de uma escola do município após o término das aulas. Um garoto de sete anos ficou trancado no local após o horário e, como não foi feita a vistoria, ele só foi encontrado após a mãe convencer que a escola fosse aberta para averiguar se o filho estava lá.
A decisão, de 16 de julho deste ano, é da juíza Daniela Martins Filippini Augusto. Procurada, a Prefeitura de Nova Odessa afirmou que irá recorrer.
O caso ocorreu no ano de 2004. Segundo o processo, o aluno disse que foi colocado de castigo pela professora por ter esquecido um livro que deveria ter sido devolvido à biblioteca. Na versão dele, enquanto permanecia de castigo, ela teria levado os outros alunos para o pátio e o esquecido na sala. A professora não voltou --segundo relato dele--, e as portas da escola foram fechadas. Com isso, o menino não pôde sair.
A mãe costumava buscar o garoto na escola. Entretanto, na ocasião, ela foi a uma consulta médica e pediu para uma vizinha pegar o menino. A vizinha, no entanto, foi até a escola e não o viu. "Aduziu que a vizinha, ao não vê-lo na saída da escola, pensou que sua genitora o tinha buscado e foi embora", afirma o despacho da juíza.
Ao chegar em casa, a mãe percebeu que o filho não estava. Então foi procurá-lo na casa da vizinha. Como ele não estava lá, foi até a escola. Com o auxílio de um vigia e uma merendeira, encontraram o menino agachado atrás da porta do corredor e seu material escolar sobre a mesa da professora.
A prefeitura alegou que não houve castigo e sustentou que a culpa era exclusiva do menino, já que ele ficou no local. Uma sindicância também foi aberta pela Prefeitura de Nova Odessa e constatou que não houve culpa da professora.
Naquele dia, o zelador da escola deixou de fazer a vistoria que normalmente realizava nas dependências do estabelecimento após o horário das aulas.
Decisão
O autor da demanda --no caso, o menino, segundo o registro no TJ-- pedia que fosse levado em consideração que houve o castigo e pedia uma indenização de mil salários mínimos (R$ 415 mil). A juíza negou parcialmente pedido e, segundo testemunhos, não foram configuradas provas documentais e orais que sustentassem a tese de castigo ao menino. Ou seja, ele ficou na escola após o horário por sua vontade. Mas as dependências não terem sido vistoriadas foi a irregularidade que sustentou a condenação por danos morais.
"Logo, restou demonstrado que os funcionários da escola não agiram com diligência, uma vez que não fiscalizaram a entrega ou saída dos alunos da escola, nem a vistoria e fechamento das salas, no horário de costume, o que contribuiu para sua permanência no local após o término das aulas", informa o despacho.
*****************
Nota
Sobre o quadro "Menino de castigo": não consegui descobrir o autor, está no álbum AQUI
 
Leia no blog do jornal Recomeço a notícia Assim se mata em Minas Gerais, mais um demonstrativo do Estado Policial que se vive neste país, no qual as maiores vítimas são nossas crianças e adolescentes das classes pobres.


Escrito por Glória às 19h00
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"Um bom exemplo é o melhor sermão."
Benjamin Franklin
Coisas Que Aprendi Com Você
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira, e, imediatamente, tive vontade de fazer outros para você.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua, e aprendi que é legal tratar bem os animais.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer comida e levar para uma amiga que estava doente, e aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti uma pessoa amada e segura.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que eu tinha que ser responsável quando crescesse.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se desculpar com uma amiga, embora tivesse razão, e aprendi que às vezes vale a pena abrir mão de um ponto de vista para preservar a amizade e o bem-estar nos relacionamentos.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você cuidando do vovô com carinho e atenção, e aprendi que devemos tratar bem e respeitar aqueles que nos cuidaram na infância.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, foi que aprendi a maior parte das lições que precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.
 
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: "obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!" 
 
----------------------
 
Esta é uma mensagem portadora de grandes motivos de reflexão para todos os educadores que desejam atingir seus nobres objetivos no campo da educação. 
É uma mensagem importante porque nos faz pensar que nossos educandos estão nos olhando e memorizando mais o que fazemos do que o que dizemos. 
Nossos gestos e nossas ações produzem lições mais efetivas dos que muitas palavras vazias, jogadas ao vento. 
Pense nisso! 
E lembre-se sempre: alguém está observando e aprendendo algo com você, em todos os momentos.


Escrito por Glória às 17h30
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Comunidade "Professores sofredores": antro de abuso e covardia
 
Fico horrorizada com o nível dos professores que se vê na comunidade deles no Orkut. O título do tópico de hoje é: PAI DE ALUNO SÓ ATRAPALHA. E não me venham com o velho clichê de que "todas as profissões têm os maus profissionais", são mais de sete mil só nesta comunidade. Pobres alunos brasileiros... Pobre PAÍS o nosso. Que futuro lhes resta com tanto maucaratismo na educação?
Leiam alguns depoimentos de professores:
 
- Diretora ri da "cara da mulher" (a mãe) e professora chama mãe de desocupada
"Um dia tava um mal cheiro insuportável na sala....de merda mesmo...rs
Falei para as crianças que quando fosse ao banheiro que limpassem bem a bunda e tals....
No outro dia apareceu uma mãe reclamando com a diretora que eu deveria ter dito "NÁDEGAS" em vez de bunda. Na verdade não se limpa as nádegas nem a bunda e sim o ânus.
A diretora nem me chamou só riu da cara da mulher e mandou a desocupada pra casa."
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- Professor faz apologia da violência
"Durante séculos os pais bateram em seus filhos e estes, com poucas excessões, se tornaram bons cidadãos, trabalhadores, responsáveis, honestos. Atualmente, com esta palhaçada, esta imbecilidade de pai não poder bater em filho, se cria uma horda de marginais, delinqüentes, gente de moral duvidosa. A educação "liberal" não passa de obra da Satanás. "
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- Professora chama coordenadora de "cocôrdenadora" (e ainda com esse acento ridículo) e demonstra total incapacidade de autocrítica
"Ah, e sobre vigiar professores.
Há algum tempo uma coordenadora demagógica falou que iria assistir minha aula ( isso: não pediu nem perguntou se podia). Porque eu falava muito de uma oitava série bagunceira na escola.
Aí ela foi assistir à aula de Inglês na 8.a série. Tudo muito básico: os alunos não conseguem se livrar do verbo to be e alguns entravam e saíam da sala sem a menor cerimônia, mesmo com a "edificante presença" da cocôrdenadora.
Tinha uns alunos perturbados que entravam na sala berrando um pagode qualquer e batendo no caderno. Teve um que quando viu a coordenadora, parou, olhou e deu um grito "eita porra! aluna nova!"
A classe, que até então, estava em silêncio, caiu na gargalhada. A reação da cocôrdenadora foi dar aquele risinho bem imbecil e olhar pra mim, que estava me segurando pra não dar uma risadinha sequer.
Aí comecei a aula. Sem recursos de áudio, vídeo, material impresso, nada. Só GLS ( Giz, Lousa e Saliva). Os primeiros 20 minutos de aula serviram para passar o assunto no quadro ( um texto pequeno), espera-se mais uns 10 para terminarem a cópia, e só aí começo a explicar alguma coisa, mas sendo interrompido a quase todo o momento por um aluno que brinca alto demais, outro que passa pelo corredor e chuta a porta, outro que chama a menina lá da porta de "gostosa" e a classe toda se agita, enfim...
Ao final, a cocôrdenadora vem me dizer:
- Professor, os alunos estão muito desmotivados.
- É?
- Por que o senhor não tenta novas metodologias como uma música, um vídeo? Tente tornar as aulas mais atrativas, divertidas.
- Mas as aulas são divertidas...não viu como a galera se diverte na sala?
- Bom, não é bem aquele tipo de diversão que eu falo. O senhor precisa se impor na sala, professor. Sua aula tá muito paradona.
- Tá bom. Posso mandar uns 5 ou 6 alunos daquela turma para conversar com a professora? Quem sabe eles melhorem.
- Professor, torne as aulas mais atrativas que eles certamente melhorarão, ok?"


Escrito por Glória às 12h03
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Crianças do projeto CENACAF do bairro Limoreiro vão ao instituto Francisca Peixoto em Cataguases
Foi uma alegria só. Ao descreverem a visita e o passeio na cidade, as crianças escreveram coisas lindas como : "... foi o dia mais melhor da minha vida".
 
Algumas fotos do evento
 
 
 
 
 

 
E um lanche na praça, não é uma delícia?
 
Leia sobre o Instituto Francisca de Souza Peixoto
Missão
Realizar ações e projetos de caráter social, educacional e cultural dirigidos a toda a população, que possam constituir experiências bem sucedidas, assegurando direito à cidadania plena e à vida para as gerações presentes e futuras.
Visão
Ser reconhecida por todos como uma organização que alinha e orienta, reafirma e amplifica o compromisso histórico, humanista e social da Companhia Industrial Cataguases, uma empresa que busca resultados sociais claros para a melhoria da qualidade de vida.
Metas
Fazer do Instituto Francisca de Souza Peixoto um centro de excelência em gestão social. Colaborar, numa ação conjunta entre os diversos setores da sociedade, na perspectiva de tornar a cidade de Cataguases um pólo de referência em cultura, educação e desenvolvimento humano e social.
Diretrizes
O Instituto Francisca de Souza Peixoto atende mensalmente cerca de três mil pessoas, de crianças a idosos. A partir de 2004, a instituição assume novos desafios e estratégias para sua ação e sua gestão, assegurando seu alinhamento com o que existe de mais moderno em tecnologia social de organizações do Terceiro Setor, na perspectiva da transformação social e desenvolvimento sustentável de Cataguases e região.
As diretrizes Trabalho, Educação, Arte e Responsabilidade Social - T.E.A.R. - passam a ser a base orientadora para os novos projetos e iniciativas, relacionando cultura e educação com a difusão de conhecimento social, produtos e serviços, que promovam uma economia solidária e inclusiva, geradora de trabalho e renda, com a ocupação criativa para seus beneficiários diretos e indiretos. Mantendo sua rica experiência em projetos com outras faixas etárias, para esta nova fase o público estratégico e protagonista será formado pela juventude, entre 16 a 24 anos, sobretudo, mulheres jovens de Cataguases e região. O Instituto Francisca de Souza Peixoto pretende formar, sobretudo, cidadãos capazes e criativos, responsáveis pelo seu destino e de toda a sua comunidade.


Escrito por Glória às 22h37
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