ECOLOGIA


ALERTA PARA A POLUIÇÃO AMBIENTAL

Fala-se tanto em camada de ozônio, aquecimento global, preservação do planeta, da Amazônia e não se fala nos que estão bem perto de nós, entrando pelo corpo afora
 
"Como um cachorro que marca seu território, os veículos deixam quando passam um rastro de poluição, contaminação e doenças. Está comprovado que pessoas não fumantes que moram nas cidades, tem 12% menos capacidade pulmonar que uma similar que mora no interior. Tragicamente o carro assassina mais pessoas que as armas de fogo, ele é amo e senhor das ruas, coitados dos pedestres que tentem invadir seu território, a cada dia aumenta o tamanho das ruas e diminui o tamanho das calçadas. Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde, no ano 2020 o automóvel ocupará o terceiro lugar em mortes e incapacidade das pessoas, as guerras o oitavo e a AIDS o décimo." (Emilio Goux)
 
 Dentro do site Para ler e pensar, descobri um verdadeiro tesouro: os textos de Emilio Goux, professor universitário, especialista em veículos e motores, escritor especializado em contaminação ambiental relacionada com a mecânica e ainda pesquisador e palestrante. Nos textos, ele discorre sobre suas pesquisas no ramos de contaminação ambiental.
Coincidiu que tenho andado intrigada com a quantidade de câncer de mama em pessoas conhecidas e, principalmente, mulheres jovens. E o professor fala da relação da contaminação ambiental o aumento de câncer de mama. Vejam:
"Plásticos ativos com imitadores sintéticos de Estrógenios, em contato direto com alimentos, calcula-se que podem ser a causa necessária e suficiente para provocar um aumento do câncer de mama nas mulheres, também podem afetar os homens mediante um bloqueio dos receptores de Andrógenos que respondem a hormônios masculinos".
 
E trata também de algo seríssimo, que, não sei por que, quase não se ouve falar, muito menos alertar a população: poluição ambiental produzida pelo tráfego de veículos, do quanto esses poluentes vão para o pulmão.
 
"A economia do Brasil esta baseada no transporte de veículos com motor a Diesel, ele e culpado pelo 40% da poluição ambiental nos centros urbanos, os poluentes são muito conhecidos e fazem parte da retórica de políticos, cientistas e pseudo-ambientalistas que nada tentam, alem de falar. Veja esta frase: “existe um aumento de óbitos, doenças crônicas e câncer de pulmão em não fumantes, suspeita-se da poluição ambiental produzida pelo tráfego de veículos”.
 
Em uma das crônicas, o professor Goux pede que se ensine às crianças sobre esses perigos para que se tornem adultos mais conscientes. É um tipo de alerta mais ao alcance de cada um, principalmente em relação ao uso de carros e óleo diesel.
Senti-me na obrigação de encaminhar os leitores aos esclarecimentos e alerta do professor. Leiam principalmente os artigos: " A ANARQUIA DOS VEÍCULOS NAS CIDADES, A SOCIEDADE DOENTE DE "VEICULISMO" , "BIODIESEL: UMA SOLUÇÃO RUIM PARA A TERRA" e "RESPIRAMOS OS MELHORES LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS?"
Para ler CLIQUE AQUI



Escrito por Glória às 01h35
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Somos todos culpáveis pela ruína do planeta

 
Eduardo Galeano   
 
A saúde do mundo está um asco. 'Somos todos responsáveis', clamam a vozes de alarme universal, e esta generalização absolve: se todos nós somos responsáveis, ninguém o é. Tais como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a taxa de natalidade mais alta do mundo: os peritos geram peritos e mais peritos, que se ocupam em envolver o tema no papel celofane da ambigüidade.
Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao 'sacrifício de todos' nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaçam converter-se numa catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial afoga a realidade para conceder impunidade à sociedade de consumo, a qual é imposta como modelo em nome do desenvolvimento e das grandes empresas que lhes extraem o sumo.
Mas as estatísticas confessam. Os dados ocultos debaixo do palavrório revelam que 20 por cento da humanidade comete 80 por cento das agressões contra a natureza, crime a que os assassinos chamam suicídio e é a humanidade inteira quem paga as conseqüências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não renováveis.
A senhora Harlem Bruntland, que dirige o governo da Noruega, comprovou recentemente que se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, "fariam falta 10 planetas como o nosso para satisfazer todas as suas necessidades". Uma experiência impossível. Mas os governantes dos países do Sul que prometem a entrada no Primeiro Mundo, passaporte mágico que tornará ricos e felizes todos nós, não deveriam apenas ser processados por roubo. Não estão apenas nos gozando, não: além disso, esses governantes estão cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se apresenta como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que nos está enfermando o corpo, envenenando a alma e nos deixando sem mundo.
 
É verde o que se pinta de verde
Agora os gigantes da indústria química fazem a sua publicidade em cor verde, e o Banco Mundial lava a sua imagem repetindo a palavra ecologia a cada página dos seus relatórios e tingindo de verde os seus empréstimos. "Nas condições dos nossos empréstimos há normais ambientais estritas", esclarece o presidente do supremo banco do mundo.
Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação. Quando o Parlamento do Uruguai aprovou uma tímida lei de defesa do meio ambiente, as empresas que lançam veneno para o ar e apodrecem as águas sacaram subitamente a sua recém comprada máscara verde e gritaram a sua verdade em termos que poderiam ser assim resumidos: "os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotar o desenvolvimento econômico e a espantar o investimento estrangeiro".
O Banco Mundial, em contrapartida, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez por reunir tantas virtudes, o Banco manejará, junto à ONU, o recém criado Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Este imposto sobre a má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza.
Intenção inquestionável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está a admitir, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio ambiente. O Banco se chama Mundial, assim como o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato onde come.
Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos países cativos que a título de serviço da dívida pagam aos seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe a sua política econômica em função do dinheiro que concede e promete.
A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite estufar de quinquilharias as grandes cidades do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, apodrecem as águas que os alimentam e uma crosta seca cobre desertos que antes foram florestas.
 
Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra
Pode-se dizer tudo de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bom Al sempre enviava flores aos velórios das suas vítimas. As empresas gigantes da indústria química, petrolí fera e automobilística pagaram boa parte das despesas da Eco 92, a conferência internacional que no Rio de Janeiro se ocupou da agonia do planeta.
E essa conferência, chamada Cimeira da Terra, não condenou as transnacionais que produzem poluição e dela vivem, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química veste-se de verde.
A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo, que para ajudar a natureza estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas estes desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, procuram sim novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas de sementes do mundo, seis fabricam pesticidas (Sandoz, Ciba-Geigy, Dekalb, Pfiezer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou o que nos resta dele implica a denúncia da impunidade do dinheiro e a liberdade humana. A ecologia neutral, que se parece antes com a jardinagem, faz-se cúmplice da injustiça de um mundo onde a comida sã, a água limpa, o ar puro e o silêncio não sã direitos de todos e sim privilégios dos poucos que podem pagá-los.
Chico Mendes, operário da borracha, caiu assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por crer naquilo que acreditava: que a militância ecológica não pode ser divorciada da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não poderá ser salva enquanto não se fizer a reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados a cada ano na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão para as cidades abandonando as plantações do interior.
Adaptando os números de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentar pela invasão incessante de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem mudar dentro dos limites da ecologia, surda perante o clamor social e cega perante o compromisso político.
 
A natureza está fora de nós
Nos seus 10 mandamentos, Deus esqueceu de mencionar a natureza. Dentre as ordens que nos enviou do monte Sinai, o Senhor teria podido acrescentar, por exemplo: "Honrarás a natureza da qual fazes parte". Mas isso não lhe ocorreu.
Há cinco séculos, quando a América foi apresada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu a ecologia com a idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestir jamais descascavam o tronco inteiro, para não aniquilar a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansar a terra.
A civilização que vinha impor as devastadoras monoculturas de exportação não podia entender as culturas integradas na natureza, e confundiu-as com a vocação demoníaca ou a ignorância. Para a civilização que se diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que era preciso domar e castigar a fim de que funcionasse como uma máquina, posta ao nosso serviço desde sempre e para sempre.
A natureza, que era eterna, devia-nos escravatura. Muito recentemente soubemos que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e soubemos que, como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala em submeter a natureza, agora até os seus verdugos dizem que há que protegê-la. Mas tanto num como noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós.
A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento e o grandote com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper o seu próprio céu.
________________
Eduardo Galeano, escritor uruguaio, é autor de "As veias aberta da América Latina", entre outros livros.
Publicado originalmente em http://www.resumenl atinoamericano. org/



Escrito por Glória às 01h40
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Denúncia do Greenpeace

E ainda há quem se deixe enganar pela falácia de que são os estrangeiros que estão de olho na Amazônia e nas terras indígenas.



Escrito por Glória às 02h09
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Secretário é denunciado por desacato

 
Durante a confusão dos ataques do PCC em São Paulo, eu ficava pasma de ver as declarações e atitudes do secretário de Segurança Saulo de Castro na imprensa. Pensava comigo como era possível colocar pessoas assim em cargos públicos. O secretário não tinha o mínimo que se exige de qualquer autoridade: educação. E não é que, hoje, deparo com esta notícia no jornal de que ele foi denunciado justamente pela "falta de educação" que, na linguagem jurídica chamou-se desacato continuado. Inclusive, foi uma das negativas que eu imputava ao Alckmin: um governador escolher um secretário tão medíocre, truculento e sem educação. Penso que, pelos secretários escolhidos, se conhece a qualidade dos administradores.
 
Vejam a notícia na Folha de São Paulo:
 
Cinco meses depois de, em uma reunião na Assembléia Legislativa, o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, foi denunciado ontem por crime de desacato continuado pelo procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho.
 
Estas são as atitudes do secretário:
- questionar a masculinidade de deputados,
- colocar em dúvida os atributos intelectuais de outro,
- lançar dúvidas sobre a honestidade de mais um,
- de batucar e de dançar enquanto era ouvido,
- além de erguer o dedo médio ("gesto universalmente conhecido por sua índole obscena, desabusada e chula"),
Se a denúncia for aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Saulo se transformará em réu de uma ação que pode lhe custar de seis meses a dois anos de detenção ou multa, acrescidos de um sexto a dois terços, porque o crime foi cometido em caráter continuado.
Uma das atitudes citadas na denúncia: ao deputado petista Ítalo Cardoso, que o inquiriu sobre métodos de investigação da polícia, o secretário respondeu: "Não dá para comentar, explicar para criminoso como a polícia atua". Como o deputado insistiu, Saulo respondeu: "Pare com esse tom de machão, você não é assim, rapaz".



Escrito por Glória às 16h29
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