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Poesia
WISLAWA SZYMBORSKA*Tradução: Ana Cristina Cesar Os filhos da epoca Somos os filhos da época, e a época é política. Todas as coisas - minhas, tuas, nossas, coisas de cada dia, de cada noite são coisas políticas. Queiras ou não queiras, teus genes têm um passado político, tua pele, um matiz político, teus olhos, um brilho político. O que dizes tem ressonância, o que calas tem peso de uma forma ou outra - político. Mesmo caminhando contra o vento dos passos políticos sobre solo político. Poemas apolíticos também são políticos, e lá em cima a lua já nao dá luar. Ser ou não ser: eis a questão. Oh, querida que questão mal parida. A questão política. Não precisas nem ser gente para teres importância política. Basta ser petróleo, ração, qualquer derivado, ou até uma mesa de conferência cuja forma vem sendo discutida meses a fio. Enquanto isso, os homens se matam, os animais são massacrados, as casas queimadas, os campos se tornam agrestes como nas épocas passadas e menos políticas. * Escritora polonesa, Prémio Nobel de Literatura 1996
Categoria: LITERATURA
Escrito por POSTADO POR GLÓRIA às 13h42
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Sindicato não liga para aluno, diz secretário Após assumir a pasta da Educação pregando diálogo com docentes, Herman Voorwald enfrenta primeira divergência. Apeoesp foi à Justiça para que Estado acate lei que exige que 33% da jornada da categoria seja extraclasse Em meio a uma disputa judicial sobre a jornada dos professores, o secretário de Educação do Estado de SP, Herman Voorwald, disse ontem que a Apeoesp (principal sindicato docente) "não se preo-cupa" com os estudantes. Para ele, a proposta defendida pelo sindicato causaria falta de professores nas escolas estaduais, que ficariam menos tempo em aula. "Não entendo como uma reivindicação pessoal pode se sobrepor ao interesse dos meninos [alunos], que precisam das aulas", disse ele à Folha, na primeira entrevista desde o começo da batalha judicial, iniciada em janeiro. Até a discussão sobre a jornada, a relação entre as duas partes tinha pouca tensão. O secretário assumiu a pasta, no início de 2011, pregando o "diálogo" com a rede. A divergência agora está centrada em como acatar lei federal que exige que 33% da jornada do professor seja cumprida em atividades fora da aula (para preparar atividades ou correção de provas). Para a gestão Alckmin (PSDB), é preciso transferir o equivalente a uma aula semanal para a carga extraclasse. Para a Apeoesp (filiada à CUT), são necessárias sete aulas -considerando docentes com 40 horas semanais. A divergência ocorre porque os professores recebem por 60 minutos por aula, que dura 50. A pasta defende que os dez minutos de diferença devem ser considerados como jornada extraclasse. A Apeoesp, não. O sindicato acionou a Justiça para por sua proposta em prática. Após posições judiciais divergentes, a secretaria está com decisão favorável provisória de segunda instância. O mérito da questão ainda será julgado. No processo, a pasta afirma que a proposta do sindicato exigirá a contratação de 53 mil docentes imediatamente (a rede possui cerca de 200 mil). A secretaria diz ainda que a Apeoesp, em 2006, reconhecia que a diferença de dez minutos por aula deveria ser computada como jornada extraclasse. OUTRO LADO A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, não foi encontrada ontem para comentar as declarações de Voorwald. Na terça, em seu blog, ela escreveu que a posição da pasta "é ilegal". ( Folha de São Paulo - 10/2) OPINIÃO Como demoram para ver o óbvio. É claro, secretário, que o sindicato não se importa com os alunos. o único interesse do sindicato e sindicalizados é aumentar o cabide de empregos nas escolas. E como são eles que dão a última palavra, é claro que não vão deixar perder a contratação de mais 53 mil professores. A farra não pode parar!
Escrito por POSTADO POR GLÓRIA às 01h09
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Editorial da Folha de São Paulo. No final, a mesmice de sempre Dentro da escola País alcança algumas metas para chegar a 2022 com educação de qualidade, porém alunos e professores ainda têm muito a aprender Nenhuma nação, de que tamanho seja, pode conformar-se com 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola. No Brasil isso representa menos de 2% da população, mas é como se um Uruguai inteiro de 4 a 17 anos fosse esquecido na margem da estrada. Tal foi a cifra que mais chamou a atenção no balanço periódico do ensino no Brasil feito pelo movimento Todos pela Educação. O número absoluto assusta, mas oculta que o acesso à escola no país vem melhorando: de 89,9% da população em idade escolar, em 2006, chegamos a 91,5% em 2010. Não deixa de ser um progresso, mas lento. Nesse ritmo, será difícil atingir a primeira de cinco metas fixadas pelo movimento para 2022: toda criança e jovem na escola. O objetivo intermediário para 2010 era 93,4% -e ficamos aquém. Na avaliação da segunda meta (toda criança alfabetizada até os oito anos de idade), generalizou-se a nota vermelha. O desejado era chegar a 80% do total em 2010. Nem o Sudeste, com o melhor desempenho do país, chegou a 70% de alunos com domínio de leitura, escrita e contas básicas. O monitoramento do terceiro objetivo (todo aluno com aprendizado adequado à sua série) revela um desastre: nenhum nível de ensino, em nenhuma região país, obteve mais que 46% de alunos com rendimento satisfatório em português ou matemática, em 2009 (último dado a ser colhido). O acúmulo de problemas e deficiências alcança o paroxismo no ensino médio, fulcro da quarta meta (todo jovem com esse diploma até os 19 anos). Pouco mais da metade (50,2%) chegou lá em 2009. Mais que a cifra determinada para aquele ano (46,5%), é verdade, mas com desempenho pavoroso em matemática -só 11% dos formandos aprendem o que deveriam dessa matéria essencial para usar produtivamente os conhecimentos e as ferramentas da ciência e da tecnologia. O quadro é acabrunhante e não pode ser explicado apenas por falta de verbas, justificativa tradicional de quem só consegue ver a questão pelo ângulo material (prédios, tecnologia) ou corporativista (salários). Já se gastam 4,3% do PIB no Brasil com educação, perto dos 5% estipulados na quinta meta, sem que isso se traduza na revolução de que o país necessita. Trata-se de um dever nacional resgatar aqueles 3,8 milhões de jovens e crianças que estão fora da escola. É dentro dela, porém, que falta dar os passos cruciais: qualificar melhor o corpo docente, remunerá-lo de forma condizente, atrair os melhores profissionais e dotá-los com os conteúdos e métodos para que ensinem o que os alunos precisam aprender. ----------- No O Globo "A reprovação produz atraso escolar e atraso no aprendizado. E o Brasil reprova por reprovar, o que contribui, assim como a defasagem inadequada, para que abandonem a escola." (na matéria de hoje, 9/2,"Quadro é mais negro do que se pensava")
Escrito por POSTADO POR GLÓRIA às 23h24
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Abuso atrás do outro Enquanto nas escolas particulares as aulas já estão no ritmo normal, as escolas públicas "só depois do carnaval". E quando voltam do carnaval, são mais uns dias de "descanso". Lembrando que isso acontece "na escola pública", terra de ninguém. Ou melhor definindo: dos mais pobres, que para muita gente, são mesmo "ninguém". Queixar-se com quem? Aqui em Leopoldina, nem com o bispo, porque estamos sem bispo transitoriamente. O abuso no serviço público não tem limite. Não há quem fiscalize, não há protesto da sociedade. é casa da mãe joana, cada um faz o que quer e o que não quer também. ---------------- PS - Acabo de ler no jornal que o Brasil tem 3,8 milhões de crianças fora da escola. E são aquelas que estão no campo, em favelas, em bairros mais pobres. Pelo menos para essas, não faz dferença não ter aula no carnaval, depois do carnaval e, lembrando, pouco tempo depois vem a Semana Santa.
Escrito por POSTADO POR GLÓRIA às 15h16
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HORROR!!! Crianças esquecidas dentro de creche em Juiz de Fora As desculpas são, como sempre, as mais esfarrapadas possíveis. Mas o nome mesmo é DESCASO, o monstro que habita as escolas. ( O vídeo esclarece que se trata de uma creche particular, mas todos devem saber que essas creches devem ser fiscalizadas pelo administração pública, assim como suas professoras e funcionárias são oriundas da prefeitura local ou do estado) Assista ao vídeo da notícia
Escrito por POSTADO POR GLÓRIA às 16h51
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