PORQUE HOJE É DOMINGO
Pérola da coordenadora
Sobre o texto de suspensão enviado aos pais pela coordenadora (postado abaixo), recebi um comentário da professora Emiliana Casagrande, de Volta Redonda:
Há tantas "Pérolas dos alunos" que adoraria citar as "Pérolas" dessa coordenadora. Em um texto mínimo, ela conseguiu cometer erros de pontuação, regência, ortografia, e no emprego da maiúscula. Ela não é capaz de identificar um verbo e prende a ele a preposição: "APARTIR".
Fora da escola, meninos!!!
Vejam como é fácil e banal expulsar aluno da escola pública. O "documento" abaixo foi um modelo igual para três alunos, assim, com toda falta de lisura e respeito. Ora, para que, se são só alunos de escola pública? Como podem ver, através deste papel, colocam os alunos na rua, fora da escola. Não importa o que irá acontecer com eles, nem mesmo se não voltam mais. Aliás, esse é um dos objetivos da suspensão: expulsar, vencer pelo cansaço. Fora, meninos!
Vejam (tampei os nomes da criança e da mãe):

O interessante é que todas as escolas têm um montão de funcionárias para "fiscalizar": a diretora, a inspetora, a secretária municipal, a superintendente estadual e a secretária estadual, aquela lá em cima, escolhida pelo governador. Não é incrível a cegueira do sistema? Ninguém vê nada. E nós pagando essa turma toda para não ver.
Eu consegui esses parcos "documentos", verdadeiros atestados de óbito da vida escolar de muitos brasileiros pobres, mas quero lembrar que são apenas uma amostrinha. Dentro das escolas são milhares. Milhões em termos de Brasil. São os meninos na rua, os "loucos", os suicidas, os empregados do tráfico, os jovens na prisão.
Observem: o escárnio é tanto que não se dão nem ao trabalho de colocar o nome dos pais ou responsáveis. Está em cima só "Mamãe". Mãe de pobre, mãe de periferia, não precisa nome. Também não tem data, sei que foi em 2007 por estar nas folhas junto com o material que consegui.
As mães assinam totalmente alienadas dos direitos de seus filhos, e os meninos ainda apanham quando chegam em casa. Surras que vão entrar na estatística como violência doméstica, embora sejam violência da escola.
Como diz Adélia Prado: "Escola é uma coisa sarnenta. Quando acabarem as escolas, quero nascer outra vez" .

PORQUE HOJE É DOMINGO
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