NOTA VERMELHA PARA MINAS GERAIS
Em todo o Brasil apenas 8% das escolas top no Enem são públicas.
Entre as 1 mil com piores notas no país, 965 são da rede estadual.
As escolas da rede pública de Minas tiraram nota vermelha no Enem. Duas escolas estaduais estão entre as 50 piores do Brasil.
As notas das 10 instituições mais defasadas não chegam a 36 pontos. As municipais seguem o mesmo caminho e o desempenho das 50 últimas colocadas não chega a 44 pontos, na média total entre a prova objetiva e a redação.
Como sempre, os responsáveis dão uma série de justificativas fajutas: os alunos trabalham, não tem internet nas escolas, falta estrutura, etc.
Mas lá no finzinho da notícia, vem a declaração de um aluno que diz tudo no final da sua declaração:
“Com as escolas fracas não conseguimos entrar na universidade federal, enquanto aqueles que estudam em particulares conseguem ingressar. É uma diferença muito grande. O que eles aprendem na 5ª série estamos aprendendo no 1º ano. Além disso, não temos bons professores e muitos até nos maltratam.”
(A Secretaria de Estado de Educação informou que o Enem é uma avaliação voltada para o aluno e não avalia a escola. Por isso, ninguém do órgão comentou o resultado)
PESQUISAS FAJUTAS
Não dá para aguentar mais tanta pesquisa fajuta na área da educação. O mais irritante é que todas são baseadas em informação dos professores. Pelo menos, as que são divulgadas. Se tocar na imagem sagrada do professor, a imprensa não publica.
A que me refiro hoje, publicada no jornal Estado de Minas, "mostra que mais de 40% dos educadores de instituições privadas já foram agredidos ou ameaçados por alunos, pelo menos uma vez. As ocorrências envolvendo estudantes com condições de pagar por caras mensalidades superam os casos de agressão nas escolas públicas".
"Para variar", a pesquisa é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), feita em parceria com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro).
O título da pesquisa é:" O trabalho e o agravo à saúde dos professores da rede privada de ensino de Minas Gerais". Ou seja, a conclusão já veio no início. Foram entrevistados 2.484 educadores mineiros, o que representa cerca de 10% do total de profissionais da área no estado.
Gostei foi da contestação do resultado pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas, Sinep-MG, nas palavras do seu presidente Ulysses Panisset, que respondeu tanto pelas escolas particulares, quanto pelas públicas:
“Às vezes, há um bate-boca, uma resposta atravessada ou indelicada do aluno e o professor considera isso uma agressão. Não posso dizer que a pesquisa não seja verdadeira, mas as estatísticas me surpreendem muito, pois, em 50 anos de magistério, não foi essa a realidade que eu vivenciei. Pode haver um caso aqui ou ali de desentendimento, mas o professor é tratado com o maior respeito possível. Quanto aos problemas de saúde, não acredito que isso seja exclusividade apenas de uma categoria. Há alguma profissão sem desgaste ou estresse?.”
Eu nem sei dizer se é trágica ou engraçada a figuração da notícia, com a imagem de um PM dando palestra sobre Paz em escola de Belo Horizonte. A que ponto chegam nossas escolas!!! Vejam a foto e legenda abaixo:

PM ministra palestra em escola de BH na tentativa de conscientizar
alunos sobre a importância de se praticar a paz no ambiente de estudos