Assim se educa em Minas Gerais
16 professores definiram pela expulsão de oito alunos e a suspensão de outros 93
O colégio Loyola, no Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, justifica a medida em "respeito aos princípios de conduta ética e de disciplina no processo educativo. As medidas disciplinares foram tomadas com a finalidade de reforçar esses princípios que regem o Colégio Loyola".
Não é um primor? Os educadores (?) não querem saber de educar, é só punir, expulsar, suspender. Sabem como é, educar pressupõe, antes de tudo, ter afeto pelo educando. Educar pressupõe sabedoria, paciência, tolerância, diálogo, essas coisas fora de moda. Educar pressupõe uso do tempo para esclarecimento, sensibilidade para assimilar as diferenças, conhecimento do processo de desenvolvimento dos adolescentes. Eta, coisa trabalhosa! Aí se junta um bando de "docentes" numa sala e em questão de minutos resolvem o problema: expulsos! A isso chamam EDUCAÇÃO. Ah, e chamam também de "conduta ética" e "princípios que regem o colégio".
E o colégio é cristão-católico. Vejam o que está no site como MISSÃO DO COLÉGIO LOYOLA:
"Como integrante da rede de escolas da Companhia de Jesus, o Colégio Loyola tem como missão a excelência em educação, traduzida em uma formação que integra todos os aspectos do desenvolvimento humano, contribuindo, assim, para a formação de pessoas competentes, conscientes, compassivas e comprometidas com os valores cristãos."
Afinal o ensinamento cristão não é este: Quando orardes, orai assim..."perdoai-nos, assim como nos perdoamos..." Quando perguntado quantas vezes devemos perdoar, Cristo disse...setenta vezes sete... Afinal, ser cristão significa seguir a Jesus, aos seus ensinamentos...
Bem disse Nietzsche que "o único cristão morreu na cruz..."
Colégio Loyola, castigue, suspenda, expulse os alunos, mas, de hoje em diante, rompam com Cristo, ou serão apenas um bando de fariseus.
NOTA
Não sou contra a reprimenda aos alunos que aprontaram em função do evento Dia D, no qual um grupo se reuniu na porta da escola para festejar a última semana de aulas do primeiro semestre e extrapoloram na brincadeira com uso de bebida e perturbando os vizinhos. Mas um colégio de tanta tradição e princípios cristãos mostrou incompetência e insensibilidade para resolver conflitos dentro da sua área educacional.
Escrito por Glória às 22h03
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Eduardo Galeano, as palavras e a alma da América Latina
No dia 3 de julho, os países do Mercosul concederam a Eduardo Galeano o título de primeiro Cidadão Ilustre da região. Estas foram suas palavras de agradecimento. Leiam no Carta Maior
Ele cita a boliviana Domitila Barrios:
— Quero dizer só uma coisinha. Nosso inimigo principal não é o imperialismo, nem a burguesia, nem a burocracia. Nosso inimigo principal é o medo, e nós carregamos ele dentro.
Escrito por Glória às 22h10
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DESUMANIDADE NA ESCOLA
Segundo o aluno, a professora chegou a dizer que ele estava com "frescura"
Leia notícia na Folha de São Paulo (Cotidiano, 2/7):
Aluno é mantido na aula, sem socorro, após quebrar punhos
Felipe, 12, disse que a professora não permitiu que ele telefonasse para os pais. O menino, que também fraturou o pé esquerdo, se acidentou durante aula em escola municipal. (ESTÊVÃO BERTONI)
A família de um estudante de 12 anos acusa uma escola municipal de manter o garoto na sala de aula por cerca de uma hora e meia, sem socorro, após ele fraturar os ossos dos punhos e do pé esquerdo durante a aula de educação física. Os pais de Felipe Santana Gonçalves da Conceição dizem ainda que, finda a aula, o garoto teve de voltar para casa andando, com a ajuda de amigos. Em nota oficial, a Secretaria Municipal da Educação disse que a professora colocou gelo nas mãos do menino e o mandou para a aula porque não havia sinais aparentes de fratura. O caso, segundo a secretaria, será apurado. Felipe afirma que não teve autorização para sair e ligar para os pais. Segundo o aluno, a professora chegou a dizer que ele estava com "frescura". O caso aconteceu na escola municipal José Olympio Pereira Filho, em Cohab Adventista, na zona sul de São Paulo, no último dia 20. A família do estudante diz que, no dia, não foi avisada sobre o acidente. Felipe, que está há mais de uma semana sem freqüentar as aulas, com as mãos e o pé engessados, mora a cerca de uma quadra da escola. O garoto contou que, por volta das 13h30, apostava corrida na quadra da escola com mais quatro colegas. Ele e mais duas crianças caíram perto da parede e se machucaram. Chorando e com o nariz sangrando, foi levado para a sala de aula. Segundo ele, a professora continuou dando a aula normalmente, e a única ajuda que recebeu foi da merendeira da escola, que levou gelo para ele. O aluno só foi liberado às 15h, quando as aulas acabaram, sem ter feito a prova de geografia e história, marcada para aquele dia. "Eu disse que não conseguia mexer as mãos, mas a professora falou que era frescura, que era para esperar até o final da aula", afirma o menino. Felipe só foi encaminhado ao hospital por volta das 20h, quando o pai voltou do trabalho. "Meu filho chegou em casa, chorando, com muita dor. Tentei arrumar um carro com os vizinhos para levá-lo ao hospital, mas não consegui", afirma a mãe de Felipe, a dona-de-casa Juliana Melo Santana, 29. "Ainda fui ao colégio às 14h porque era o dia em que distribuíram leite para os pais. Encontrei vários funcionários e ninguém me falou nada sobre o que tinha acontecido", conta. Juliana diz que não viu o filho na aula de educação física, mas não se preocupou pois achou que ele tivesse sido dispensado devido à bronquite. Ainda segundo a mãe, a escola não cumpriu a promessa de enviar uma professora para dar aulas em casa.
Escrito por Glória às 02h28
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Hoje também não houve aula nas escolas públicas de Leopoldina
A mãe desabafa comigo:
" E que mais dói é o descaso com a gente, não mandam nem um aviso, um pedaço de papel, um escrito no caderno...Nossos filhos chegam em casa e dizem: - Mãe, amanhã não tem aula. A gente pergunta e eles repetem: "- Não sei, a professora só disse que não tem aula, pra não ir..."
Procuro me informar. Ligo para prefeitura, não atendem. Ligo para a superintendência de educação, também não atendem. Por fim, ligo para a escola Osmar Lacerda França, onde estudam os alunos com os quais eu soube da ausência de aula e me informaram que era o PIP. Bem, na hora não entendi: pipi (como se fala)?? O que vem a ser isso?
Como têm novidades na Educação! Continuei a busca. Abri o site do MEC. Nada. Abri então o site da secretaria de Educação de Minas Gerais e lá estava PIP - Plano de Intervenção Pedagógica:
"Todas as 3.920 escolas estaduais de Minas Gerais suspenderam as aulas nesta terça-feira, dia 1º, para a análise dos resultados das avaliações educacionais e elaboração do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP) adequado para elevar a aprendizagem dos alunos. “Hoje, todas as escolas estão paradas para desenvolver um importante trabalho: analisar os dados da sua escola e discutir suas metas e estratégias para melhorar o desempenho dos alunos, centro de todas as ações da Secretaria de Estado de Educação, Superintendências Regionais de Ensino e escolas. Esta é uma sistemática de compromisso com resultados”, explicou a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto."
Então a secretária mandou parar as escolas para elaborar um plano "para elevar a aprendizagem dos alunos". A secretária não sabe que o primeiro item do plano seria não parar as escolas. Certamente, não sabe também que as escolas andam paradas. Mas saber para quê? Se os alunos têm aula ou não é de somenos importância...
O que importa são os planos mirabolantes para mostrar serviço!
Escrito por Glória às 20h34
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