A Globo acredita em contos de fadas

A imagem-slogan da campanha Criança Esperança deste ano (leia) demonstra mais uma vez a desinformação nacional sobre a escola pública. Vejam acima, a figura da campanha com uma menina se prostituindo na rua e outra figura transmutando a garota para uma sala de aula, onde estará salva e feliz para sempre como nos contos de fada.
O leitor é levado a se iludir de que poderá salvar as crianças da prostituição através da escola.
Ora, vejam o quanto isso é grave. Demonstra que a nossa mais influente rede de comunicação não sabe que criança miserável não pode frequentar escola. Aliás, desconhecimento que não é novidade nem quanto à rede Globo, nem quanto à sociedade como um todo.
Então, vamos esclarecer (quem quiser comprovar, tente colocar uma criança pobre na escola), como eu já o fiz inúmeras vezes. Você vai deparar com as seguintes exigências incompatíveis com essas crianças se prostituindo nas ruas e em outras situações de risco:
- documento
- material escolar
- uniforme
- comportamento "exemplar"
- horário
- acompanhamento dos pais (sendo que a maioria nem pais tem ou, se tem, são famílias miseráveis lutando por um mínimo de sobrevivência)
Além das exigências, vêm as humilhações e os castigos (as crianças concluem que para sofrer violência e maus-tratos, é preferível a rua) no ambiente autoritário da escola, que não aceita esses "maus elementos" convivendo com os "anjinhos" selecionados por seus padrões de comportamento.
Enfim, essa campanha chega a ser ridícula e patética. Só mesmo na ilha da fantasia da rede Globo.
Escrito por Glória às 23h15
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Para refletir
A raiz do problema
Carlos Alberto Di Franco*
Os resultado da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher mostram um aumento no número de mulheres que estão iniciando a vida sexual mais cedo. O estudo mostra que o percentual de jovens que têm a primeira relação sexual aos 15 anos saltou de 11% para 32%. O total de adolescentes com idade entre 15 e 19 anos que se declararam virgens caiu de 67,2%, em 1996, para 44,8%, em 2006. Para estudiosos, a precocidade na vida sexual é um desafio a ser enfrentado pelo governo. “É um número preocupante e que merece toda a nossa atenção”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
As meninas estão também se tornando, cada vez mais, mães prematuras. O número de grávidas de 15 anos quase dobrou nos últimos 10 anos: saltou de 3% para 5,8%. Segundo o estudo, “32% das mulheres de 15 a 19 anos mantiveram a primeira relação sexual com 15 anos ou menos”. O quadro, impressionante e preocupante, poderá levar, mais uma vez, aos diagnósticos superficiais e, por isso, míopes: investir mais dinheiro público em campanhas em favor do chamado “sexo seguro”. A camisinha será a panacéia para conter a epidemia da gravidez precoce. Continuaremos, todos, de costas para a realidade. Sucumbiremos, outra vez, à síndrome do avestruz. Cuidaremos das conseqüências, mas contornaremos suas verdadeiras causas: a hipersexualização da sociedade e o medo de educar.
O governo, acuado com o crescimento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários da camisinha, pretende investir pesadamente nas campanhas em defesa do preservativo. A estratégia não funciona. Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. O resultado está gritando na pesquisa. A raiz do problema, independentemente da irritação que eu possa despertar em certas falanges politicamente corretas, está na onda de baixaria e vulgaridade que tomou conta do ambiente nacional. Hoje, diariamente, na televisão, nos outdoors, nas mensagens publicitárias, o sexo foi guindado à condição de produto de primeira necessidade.
Atualmente, graças ao impacto da TV, qualquer criança sabe mais sobre sexo, violência e aberrações do que qualquer adulto de um passado não tão remoto. Não é preciso ser psicólogo para prever as distorções afetivas, psíquicas e emocionais dessa perversa iniciação precoce. Com o apoio das próprias mães, fascinadas com a perspectiva de um bom cachê, inúmeras crianças estão sendo prematuramente condenadas a uma vida “adulta” e sórdida. Promovidas a modelos, e privadas da infância, elas estão se comportando, vestindo, consumindo e falando como adultos. A inocência infantil está sendo assassinada. Por isso, a multiplicação de descobertas de redes de pedofilia não deve surpreender ninguém. Trata-se, na verdade, das conseqüências criminosas da escalada de erotização infantil promovida por alguns setores do negócio do entretenimento.
As campanhas de prevenção da Aids e da gravidez precoce batem de frente com novelas e programas de auditório que fazem da exaltação do sexo bizarro uma alavanca de audiência. A iniciação sexual precoce, o abuso sexual e a prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí. Sem nenhum moralismo, creio que chegou a hora de dar nome aos bois, de repensar o setor de entretenimento e de investir em programação de qualidade. O custo social da gravidez precoce é brutal. Repercute diretamente na fatura da saúde pública, despedaça a juventude, compromete a educação e desestrutura a família. A solução não está no marketing dos preservativos, mas num compromisso sério com a família e com a educação. O resgate da juventude passa pelas políticas públicas de recuperação da família e de investimentos na educação integral. Família sadia e boa educação são, em todo o mundo, a melhor receita para uma sociedade amadurecida. Trata-se de uma responsabilidade que deve ser exigida e cobrada pela sociedade e pelos eleitores.
* Professor de ética, doutor em comunicação pela Universidade de Navarra (Espanha)
Fonte: jornal Estado de Minas – Caderno Opinião – 14/7/2008
Escrito por Glória às 21h54
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IGNORÂNCIA SOBRE O ECA
Sobre a postagem de ontem, o jornal publicou hoje a carta de uma leitora indignada com a pena aplicada aos meninos que brigaram na escola. Diz que o ECA é paternalista mais aquela bobagem de sempre de que promove direitos sem exigir deveres. Ela achou a medida socioeducativa e puxão de orelha (imaginem: da escola, da polícia, do Conselho Tutelar, do Promotor) muito pouco. Ela queria mesmo era PENA DE MORTE, com certeza.
A primeira coisa que se precisava fazer é extirpar a ignorância sobre o ECA. Para se afirmar uma inverdade deste tamanho só pode vir de alguém que nunca leu o Estatuto.
Depois seria necessário encontrar um caminho para se extirpar o ódio à criança e ao adolescente na nossa cultura. A sociedade odeia suas crianças pobres. Certa vez li uma enquete em que se perguntava o que fazer com nossos adolescentes infratores e entre outros lugares para onde sugeriram mandar os meninos, um respondeu curto e grosso: - JOGUE-OS NO MAR!
Vamos à carta da leitora opinando que "puxão de orelhas’ e aplicação de medidas socioeducativas" é NADA.
Lições a aprender nos casos de duas escolas Iasmyn Moreira Aburah - Belo Horizonte
“Os casos recentes ocorridos em uma escola particular (Colégio Loyola) e em uma pública (Estadual José da Silva Couto) vêm mostrar a diferença entre nossos sistemas de ensino na formação do aluno-cidadão. Em ambos os casos, os personagens são adolescentes, portanto, todos sujeitos aos preceitos estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É visível que a posição do Colégio Loyola visa, antes de tudo, à formação do cidadão. Por isso seus alunos foram punidos com base no regimento escolar, e não no ECA, um documento paternalista, onde o jovem tem direito a tudo, mas, ao que parece, não tem deveres.
Nada vai acontecer com os alunos da escola pública. No máximo, um ‘puxão de orelhas’ ou a aplicação de medidas socioeducativas impostas pelo Conselho Tutelar. O que dá no mesmo: impunidade. Continuarão na mesma escola afrontando diretores, professores e colocando em risco a vida dos colegas. Ao que tudo indica, o ECA é mais preconceituoso do que podemos imaginar.”
Escrito por Glória às 19h34
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ESTADO POLICIAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Vejam como a justiça é rápida quando se trata de punir crianças e adolescentes. O fato aconteceu na quarta-feira e os meninos já estão com condenação de prestar serviços comunitários.
Uma briga com tumulto e “a professora e a diretora da escola, depois de não conseguirem controlar os alunos, pediram a presença da Polícia Militar”. E a polícia ainda pediu reforço.
Haja incompetência para lidar com “menores”.
É claro que são meninos pobres, estudantes que participam do projeto Acelerar para vencer, da Secretaria de Estado da Educação, que dá a alunos repetentes do ensino fundamental a chance de concluir duas séries em apenas um ano.
Leiam a notícia no jornal Estado de Minas – Sexta-feira, 11 de julho de 2008
Serviço comunitário por briga na escola
Álvaro Fraga
Os nove adolescentes, alunos da Escola Estadual José da Silva Couto, no Bairro Jardim Laguna, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que se envolveram num tumulto na escola na quarta-feira vão prestar serviços à comunidade. A informação é do promotor André Sperling Prado, da Promotoria da Infância e da Juventude de Contagem, que está cuidando do caso.
Ele disse que conversou com os adolescentes, com idade entre 14 e 16 anos, e com os pais dos meninos. “Eu os adverti e expliquei que eles destruíram patrimônio público e terão de responder por isso. Vou encaminhar ao juiz da Vara da Infância e da Juventude a representação contra os menores. A minha proposta é de que a prestação de serviços seja na escola onde ocorreu o problema, para que sirva de exemplo para todos os alunos”, informou o promotor.
Prado esclareceu ainda que os adolescentes nunca tiveram qualquer passagem pela Vara da Infância e da Juventude. Disse também que a prestação de serviços à comunidade é uma medida sócioeducativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o seu cumprimento é obrigatório. “Informei a cada um deles e aos pais que todos terão de prestar os serviços. Se houver desobediência, podem ser aplicadas medidas mais severas, chegando até à internação, se isso for necessário”, afirmou.
O tumulto na escola ocorreu quando cerca de 25 alunos assistiam ao filme Indiana Jones e os caçadores da arca perdida. A briga começou logo depois de um estudante puxar a cadeira na qual outro estava sentado. A confusão se generalizou e a professora e a diretora da escola, depois de não conseguirem controlar os alunos, pediram a presença da Polícia Militar.
A chegada da PM não acalmou os estudantes e foi solicitado reforço. Quatro equipes de militares estiveram na escola. No fim, depois de muita confusão, nove estudantes foram apreendidos e conduzidos ao Juizado da Infância e da Juventude, onde foram advertidos pelo promotor. Além deles, 15 alunos, que se envolveram na briga, tiveram de prestar esclarecimentos no Conselho Tutelar.
Escrito por Glória às 01h23
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Corpos infantis vendidos a R$ 10
NO PAÍS DO ECA
Abaetetuba (PA) — Todos os dias, a Feira da Farinha arrasta uma multidão ao porto da cidade. Tem gente que sai de municípios vizinhos para comprar bacalhau, sardinha, toucinho, temperos, raízes medicinais e produtos industrializados. Há também quem vá comprar o corpo de crianças, vendido a R$ 10. Dois reais mais barato do que um frango assado.
Mal começa a escurecer e as meninas iniciam a peregrinação pelo cais. Dividem o espaço com os urubus, ávidos por restos de comida. Ninguém as perturba. Às vezes, uma ou outra oferece seus serviços na feira ainda pela manhã. Quartinhos nas sobrelojas, por R$ 15, são usados para os programas. Mas, às vezes, os próprios barcos servem de cenário.
“Criança pequena fazendo programa? Tem demais. Um tenente da Polícia Militar é freguês de todas, mas eu sou a preferida dele. O tenente também dá dinheiro pra gente comprar drogas”. Quem conta é a prostituta Shirley*, 24 anos, nas ruas desde os 6. Entre suas concorrentes há uma família inteira: uma menina de 13, uma adolescente de 16 e dois jovens de 18 e 21, ambos travestis. A mãe, Maria da Conceição, 48, dependente química, tenta justificar: “Estou desempregada, passando dificuldades. Então a gente vai tentando se virar”.
SÍMBOLO DA VIOLAÇÃO
Cidade paraense às margens do Rio Maratauíra, a 80 quilômetros da capital, Abaetetuba continuaria sendo apenas um pontinho cravado no mapa do Pará se, em dezembro, o caso de uma adolescente de 15 anos, trancafiada na cadeia pública com 20 homens, não tivesse corrido o mundo e a tornado símbolo da violação dos direitos da infância. Histórias como a dela e a da família que se prostitui causam pouco impacto entre os moradores da cidade, acostumada historicamente a maltratar suas crianças. “Eu mesma já fiquei presa naquela cadeia. Dormia no corredor”, conta Shirley, com uma calma perturbadora. E, com a concordância de muitos habitantes de Abaetetuba, arremata: “Ela ficou presa com os homens porque quis. Aquela menina não presta”.
“Aquela menina” era vista como estorvo pelos moradores. Afinal de contas, roubava, usava drogas, dava trabalho aos professores. “Ninguém gostaria de tê-la como vizinha”, atesta o bispo da cidade, dom Flávio Giovenali, ameaçado de morte por denunciar as violações aos direitos humanos na região. A adolescente, diz ele, é reflexo das condições socioeconômicas. E o que aconteceu com ela, o retrato do abandono pelo poder público. “É um problema do próprio sistema carcerário. Não tem onde colocar os menores infratores. O que fazer com eles?”, questiona. Depois que a prisão da garota veio à tona, a delegacia acabou demolida, sem data para a construção de uma nova.
Há mais de uma década na cidade paraense, o bispo denuncia a falência do sistema educacional, que, para ele, é uma “fábrica de analfabetos, de gangues e de homicídios”. Até a quarta série do ensino fundamental, a educação é municipalizada e não faltam vagas. Porém, o índice de evasão é alto: 35%. “As crianças repetem, repetem, acham que são burras e acabam desistindo”, diz dom Flávio, que usa dados oficiais do Ministério da Educação. Da quinta à oitava, o problema se agrava. Por ano, mil crianças que deveriam passar da quarta para a quinta série ficam sem estudar por falta de vagas. “No melhor dos casos, se 75% delas ficarem quietinhas em casa, isso já significa 250 adolescentes nas ruas, sem fazer nada. E isso em uma estatística otimista”, pondera.
TRÁFICO INTERNACIONAL
Se as ruas das cidades são sinônimo de risco para crianças e adolescentes, em Abaetetuba o perigo é redobrado. A partir de meados da década de 1990, o município passou a integrar a rota internacional do tráfico de drogas. Os entorpecentes vêm de Medellin, na Colômbia, e têm como destino a Guiana, de onde partem para a Europa. O posicionamento geográfico da cidade — rodeada por ilhas — dificulta a atuação da polícia. “Além da exportação, há consumo interno. As bocas-de-fumo funcionam com a conivência de policiais. Alguns vão uniformizados receber a propina”, denuncia Giovenali. “O tráfico de drogas não sofre nenhum arranhão.” (PO)
Fonte: Jornal Estado de Minas - Caderno Nacional - 11 de julho de 2008
Escrito por Glória às 23h55
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"É para ensinar que se exige, antes de tudo, amor"
Um amor que seja o fundamento de uma educação baseada numa consciência social, uma educação repensada, “um novo modelo social de educação”, diz WARAT.
“...os professores ignoram os alunos, comportam-se como se eles não existissem, melhor dizendo, não tomam conhecimento da sua existência. Eles vão à sala de aula para exibir-se, não se preocupam pelos alunos, não lhes interessa que o aluno aprenda. O professor é o dono do saber, o vínculo pedagógico não existe”.
O Professor há de ser, toda vida, o melhor dos estudantes. É dever moral ter em dia o perfeito conhecimento de sua matéria. Dever moral, e não somente administrativo e disciplinar, pois a ignorância desonra o magistério. Ensinar bem e ensinar mesmo. Não tem autoridade moral para qualquer exigência aos alunos o professor que não cumpre suas mínimas obrigações.
Antes de examinar o aluno, examinar-se. Antes de criticar, criticar-se. Certos professores sabem corrigir os erros dos outros, mas não os próprios.
Quem pensa com clareza, expõe com clareza.
A aula deve agradar. E, para agradar, há de ser viva, não violenta, mas sedutora, vibrante e alegre. O ensino é um trabalho de fecundação, para o qual é preciso abrir as portas da inteligência. Se a aula devesse ser apenas a matéria – ah! A matéria! – bastaria um disco para o monocórdio.
Citado pelo Professor ROBERTO LYRA, entendia SYLVIO ROMERO que “programa é coisa inteiramente secundária; não há bons programas para maus professores, nem maus programas para bons professores”.
TOBIAS BARRETO
“Os nossos professores são em geral uns Epimênides, que adormecem sobre o travesseiro de meia dúzia de alfarrábios, e, quando despertam, depois de dez, vinte anos de sono, e com a crença inabalável de que as coisas se acham no mesmíssimo pé, em que eles as deixaram”.
“Importa reconhecer e dizê-lo alto e bom som: a mocidade não é culpada dessa indiferença e quase tédio, que se lhe nota em relação aos estudos jurídicos. O mal provém de outra fonte; e eu não sinto a mínima dificuldade em indicá-la. O mal provém do corpo docente...”
Citados por JOÃO C. GALVÃO JR no texto O Professor CLIQUE AQUI
Escrito por Glória às 23h38
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AUTORIDADES ASSASSINAS
João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, baleado pela polícia na Tijuca, zona norte do Rio, no domingo à noite
*Tão assassinos quanto os policiais que executaram o menino João Roberto (leia notícia) são o secretário de segurança do Rio que comanda a política de extermínio no Rio de Janeiro e seu capanga, o governador Sérgio Cabral.
*Em qualquer outro país no mundo, o secretário perderia o cargo por pressão da sociedade.
*Em nosso país prevalece a cultura de violência contra criança e mais ainda a cultura de que "polícia pode matar".
* O secretário José Mariano Beltrame é tão frio e a favor da violência policial que declarou à imprensa que a execução foi simplesmente uma operação "desastrosa". Nada mais. E lamentou que o fato tivesse acontecido na Tijuca, essas coisas só podem acontecer nos morros.
Escrito por Glória às 18h45
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A sociedade brasileira precisa reagir à barbárie da polícia
"São assassinos, isso não é polícia", afirma pai de menino assassinado
Polícia metralha carro com família dentro. A mãe implora por piedade para salvar os filhos, mas 15 tiros atingem o carro...
Nossas cidades viraram um filme de faroeste. É claro que a polícia adora sair atirando. Primeiro que já é da sua formação, segundo que agrada à sociedade que lê jornais e tem acesso à internet (porque julgam que eles só vão matar pobres e negros) e terceiro que não são responsabilizados, nem julgados. Se, por um acaso do destino, forem levados aos tribunais viciados do país é só declarar que foi uma "troca de tiros com marginais". Pronto: estão absolvidos. No máximo são afastados da corporação para continuar cometendo os crimes que aprenderam com orientação do estado.
Leia:
- trecho de Brecht
- protesto e alerta do blog
E mais
O cúmulo do cinismo e da discriminação: secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrane, diz em entrevista que esse tipo de enfrentamento só pode ser nos morros... e que a ação dos policiais foi apenas "desastrosa". Assistam à entrevista. clique aqui
Escrito por Glória às 23h18
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NOSSA VERGONHA NOS JORNAIS
18 anos do ECA
E a imprensa mostra a sua miopia ao publicar coisas como "Lei chega à maioridade e é considerada uma revolução no sistema de garantias individuais". Que vergonha! A imprensa não tem a ombridade de publicar que nunca se agrediu e violentou tanto a vida de crianças e adolescentes neste país. Repito o que sempre digo: o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - teve efeito viés e exarcebou mais o ódio que as classes dominantes nutrem pelos filhos das classes populares. Interpretando a lei de acordo com os interesses da sociedade e da mídia, nunca se legalizou tanto a prisão de "menores", dourando a pílula com o bonito nome de internação como medida sócio-educativa.
Um luxo só...
954 apartamentos com valores acima de R$ 1 milhão estão sendo lançados ou construídos em Belo Horizonte. Em alguns casos, dependendo das exigências do cliente, pode chegar a R$ 14 milhões na Zona Sul da cidade. A proliferação desses clientes, segundo construtoras e imobiliárias, é explicada pelo quadro econômico atual: ganhos espetaculares dos setores de mineração e siderurgia, a especulação na bolsa de valores, o recorde de vendas de veículos e o crescimento da economia levaram os empresários a engordar os bolsos, trocar de apartamento ou aplicar no imóvel como investimento.
A Favorita de AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA
Fico louca de indignação ao ver colunistas de jornais de grande circulação usarem suas colunas para escreverem abobrinhas. Num país campeão de desigualdade social, horrores um atrás do outro, e eles escrevendo "coisas bonitinhas" para entreter a burguesia. Dói mais quando vem de escritores como Affonso Romano que, na sua coluna semanal deste domingo, dedicou sua crônica à novela "A favorita" da Globo. tecendo altos elogios. É o apocalipse chegando.
Energia: imposto para pobre
Prestem atenção nos impostos nas contas de luz. Enquanto a oposição faz o maior escarcéu contra impostos que só atingem os mais abastados, as contas de energia vêm com uma batelada deles. E não entendo quando as concessionárias alegam que não são responsáveis pelo alto custo da energia, pois são os impostos que elas têm de repassar ao governo. As outras empresas, não são elas que pagam os impostos?
E para descontrair...
A Lei Seca pode ter tirado o bom humor de muita gente, mas uma cena inusitada arrancou gargalhadas e atraiu curiosos, na noite de sexta-feira, ao redor de um Palio branco, estacionado em uma área de rotativo na Avenida Afonso Pena, 4162, no Bairro Mangabeiras, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O dono do veículo pregou no pára-brisa o seguinte recado: “Seu guarda, lei é lei. Tomei umas e fui de táxi. Favor não rebocar. Grato”. De acordo com Marcelo Maciel, dono do bar Pastel Mania, onde o cliente esteve antes de “abandonar” o carro, ele não exagerou na bebida. “Ele bebeu, mas estava até normal. Deve ter sido brincadeira dele.” O carro foi retirado na manhã de ontem pelo dono.
Escrito por Glória às 19h44
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Assim se educa em Minas Gerais
16 professores definiram pela expulsão de oito alunos e a suspensão de outros 93
O colégio Loyola, no Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, justifica a medida em "respeito aos princípios de conduta ética e de disciplina no processo educativo. As medidas disciplinares foram tomadas com a finalidade de reforçar esses princípios que regem o Colégio Loyola".
Não é um primor? Os educadores (?) não querem saber de educar, é só punir, expulsar, suspender. Sabem como é, educar pressupõe, antes de tudo, ter afeto pelo educando. Educar pressupõe sabedoria, paciência, tolerância, diálogo, essas coisas fora de moda. Educar pressupõe uso do tempo para esclarecimento, sensibilidade para assimilar as diferenças, conhecimento do processo de desenvolvimento dos adolescentes. Eta, coisa trabalhosa! Aí se junta um bando de "docentes" numa sala e em questão de minutos resolvem o problema: expulsos! A isso chamam EDUCAÇÃO. Ah, e chamam também de "conduta ética" e "princípios que regem o colégio".
E o colégio é cristão-católico. Vejam o que está no site como MISSÃO DO COLÉGIO LOYOLA:
"Como integrante da rede de escolas da Companhia de Jesus, o Colégio Loyola tem como missão a excelência em educação, traduzida em uma formação que integra todos os aspectos do desenvolvimento humano, contribuindo, assim, para a formação de pessoas competentes, conscientes, compassivas e comprometidas com os valores cristãos."
Afinal o ensinamento cristão não é este: Quando orardes, orai assim..."perdoai-nos, assim como nos perdoamos..." Quando perguntado quantas vezes devemos perdoar, Cristo disse...setenta vezes sete... Afinal, ser cristão significa seguir a Jesus, aos seus ensinamentos...
Bem disse Nietzsche que "o único cristão morreu na cruz..."
Colégio Loyola, castigue, suspenda, expulse os alunos, mas, de hoje em diante, rompam com Cristo, ou serão apenas um bando de fariseus.
NOTA
Não sou contra a reprimenda aos alunos que aprontaram em função do evento Dia D, no qual um grupo se reuniu na porta da escola para festejar a última semana de aulas do primeiro semestre e extrapoloram na brincadeira com uso de bebida e perturbando os vizinhos. Mas um colégio de tanta tradição e princípios cristãos mostrou incompetência e insensibilidade para resolver conflitos dentro da sua área educacional.
Escrito por Glória às 22h03
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Eduardo Galeano, as palavras e a alma da América Latina
No dia 3 de julho, os países do Mercosul concederam a Eduardo Galeano o título de primeiro Cidadão Ilustre da região. Estas foram suas palavras de agradecimento. Leiam no Carta Maior
Ele cita a boliviana Domitila Barrios:
— Quero dizer só uma coisinha. Nosso inimigo principal não é o imperialismo, nem a burguesia, nem a burocracia. Nosso inimigo principal é o medo, e nós carregamos ele dentro.
Escrito por Glória às 22h10
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DESUMANIDADE NA ESCOLA
Segundo o aluno, a professora chegou a dizer que ele estava com "frescura"
Leia notícia na Folha de São Paulo (Cotidiano, 2/7):
Aluno é mantido na aula, sem socorro, após quebrar punhos
Felipe, 12, disse que a professora não permitiu que ele telefonasse para os pais. O menino, que também fraturou o pé esquerdo, se acidentou durante aula em escola municipal. (ESTÊVÃO BERTONI)
A família de um estudante de 12 anos acusa uma escola municipal de manter o garoto na sala de aula por cerca de uma hora e meia, sem socorro, após ele fraturar os ossos dos punhos e do pé esquerdo durante a aula de educação física. Os pais de Felipe Santana Gonçalves da Conceição dizem ainda que, finda a aula, o garoto teve de voltar para casa andando, com a ajuda de amigos. Em nota oficial, a Secretaria Municipal da Educação disse que a professora colocou gelo nas mãos do menino e o mandou para a aula porque não havia sinais aparentes de fratura. O caso, segundo a secretaria, será apurado. Felipe afirma que não teve autorização para sair e ligar para os pais. Segundo o aluno, a professora chegou a dizer que ele estava com "frescura". O caso aconteceu na escola municipal José Olympio Pereira Filho, em Cohab Adventista, na zona sul de São Paulo, no último dia 20. A família do estudante diz que, no dia, não foi avisada sobre o acidente. Felipe, que está há mais de uma semana sem freqüentar as aulas, com as mãos e o pé engessados, mora a cerca de uma quadra da escola. O garoto contou que, por volta das 13h30, apostava corrida na quadra da escola com mais quatro colegas. Ele e mais duas crianças caíram perto da parede e se machucaram. Chorando e com o nariz sangrando, foi levado para a sala de aula. Segundo ele, a professora continuou dando a aula normalmente, e a única ajuda que recebeu foi da merendeira da escola, que levou gelo para ele. O aluno só foi liberado às 15h, quando as aulas acabaram, sem ter feito a prova de geografia e história, marcada para aquele dia. "Eu disse que não conseguia mexer as mãos, mas a professora falou que era frescura, que era para esperar até o final da aula", afirma o menino. Felipe só foi encaminhado ao hospital por volta das 20h, quando o pai voltou do trabalho. "Meu filho chegou em casa, chorando, com muita dor. Tentei arrumar um carro com os vizinhos para levá-lo ao hospital, mas não consegui", afirma a mãe de Felipe, a dona-de-casa Juliana Melo Santana, 29. "Ainda fui ao colégio às 14h porque era o dia em que distribuíram leite para os pais. Encontrei vários funcionários e ninguém me falou nada sobre o que tinha acontecido", conta. Juliana diz que não viu o filho na aula de educação física, mas não se preocupou pois achou que ele tivesse sido dispensado devido à bronquite. Ainda segundo a mãe, a escola não cumpriu a promessa de enviar uma professora para dar aulas em casa.
Escrito por Glória às 02h28
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Hoje também não houve aula nas escolas públicas de Leopoldina
A mãe desabafa comigo:
" E que mais dói é o descaso com a gente, não mandam nem um aviso, um pedaço de papel, um escrito no caderno...Nossos filhos chegam em casa e dizem: - Mãe, amanhã não tem aula. A gente pergunta e eles repetem: "- Não sei, a professora só disse que não tem aula, pra não ir..."
Procuro me informar. Ligo para prefeitura, não atendem. Ligo para a superintendência de educação, também não atendem. Por fim, ligo para a escola Osmar Lacerda França, onde estudam os alunos com os quais eu soube da ausência de aula e me informaram que era o PIP. Bem, na hora não entendi: pipi (como se fala)?? O que vem a ser isso?
Como têm novidades na Educação! Continuei a busca. Abri o site do MEC. Nada. Abri então o site da secretaria de Educação de Minas Gerais e lá estava PIP - Plano de Intervenção Pedagógica:
"Todas as 3.920 escolas estaduais de Minas Gerais suspenderam as aulas nesta terça-feira, dia 1º, para a análise dos resultados das avaliações educacionais e elaboração do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP) adequado para elevar a aprendizagem dos alunos. “Hoje, todas as escolas estão paradas para desenvolver um importante trabalho: analisar os dados da sua escola e discutir suas metas e estratégias para melhorar o desempenho dos alunos, centro de todas as ações da Secretaria de Estado de Educação, Superintendências Regionais de Ensino e escolas. Esta é uma sistemática de compromisso com resultados”, explicou a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto."
Então a secretária mandou parar as escolas para elaborar um plano "para elevar a aprendizagem dos alunos". A secretária não sabe que o primeiro item do plano seria não parar as escolas. Certamente, não sabe também que as escolas andam paradas. Mas saber para quê? Se os alunos têm aula ou não é de somenos importância...
O que importa são os planos mirabolantes para mostrar serviço!
Escrito por Glória às 20h34
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Inacreditável: o ensino é péssimo, mas os pais são obrigados pela justiça a colocar os filhos na escola
A escola pública está um horror. Todo mundo sabe. A justiça, certamente, alegará que não é da sua alçada (embora seja) fazer algo dentro da sua competência para corrigir esta injustiça contra o povo brasileiro de ser mais uma vez abusado e usurpado: gastar com uma instituição cujo retorno é fracasso e exclusão para seus filhos.
Mas quando alguns pais reagem e decidem não deixarem seus filhos à mercê desse perigo dos filhos na escola pública, a justiça “diz que o casal violou princípios constitucionais e contrariou o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exigem matrícula no ensino formal”.
E ameaça os pais Cléber e Bernadeth Nunes, que respondem a processos nas áreas cível e criminal, de perder a guarda dos filhos. “
Leiam a notícia completa no jornal FSP de hoje:
Casal luta na Justiça para que os filhos só estudem em casa
Moradores do interior de Minas Gerais, pais respondem a processos cível e criminal e podem até perder a guarda
Um casal de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do "homeschooling" (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país.
Cléber e Bernadeth Nunes respondem a processos nas áreas cível e criminal -se condenados, podem perder a guarda dos filhos. Ontem, na audiência do processo criminal movido contra eles, por abandono intelectual, o juiz Ronaldo Batista ouviu Davi, 15, e Jônatas, 14, que garantiram não terem sido obrigados pelos pais a deixarem a escola.
O próximo passo determinado pelo juiz será uma avaliação socioeducacional dos meninos feita por peritos. Também foram arroladas duas testemunhas de defesa do casal. Ainda não há uma data prevista para a próxima audiência.
Cléber e Bernadeth respondem também a uma ação cível por infringir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que já resultou em uma condenação: pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigação de rematricular os filhos. O casal recorreu da decisão.
"É um absurdo. Estão tratando a gente da mesma forma que tratam os pais que negligenciam a educação dos filhos, que os retiram da escola para pedir esmola nos sinais", diz Nunes, 44, designer gráfico autodidata, que abandonou os estudos formais no primeiro ano do ensino médio. A mulher é decoradora e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura.
Para demostrar que o ensino em casa é eficiente, Cléber Nunes diz ter incentivado os filhos a prestar o vestibular na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga), escola particular da região, no início do ano. Eles foram aprovados em 7º e 13º lugar. O resultado virou peça de defesa no processo.
"Meus filhos estão muito mais adiantados nos estudos do que se estivessem na escola", garante o pai. Segundo ele, a rotina escolar doméstica começa às 7h com a leitura da bíblia. "Não temos uma religião definida. Não somos nem católicos, nem evangélicos." Nos EUA, o "homeschooling" é praticado por grupos religiosos.
Os meninos aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras -inglês e hebraico. Ao todo, estudam em média seis horas por dia.
"Podemos fazer muito mais por eles do que o ensino que estavam recebendo na escola pública. Todo mundo sabe que a escola brasileira vive uma deficiência crônica", afirma Nunes.
O Ministério Público diz que o casal violou princípios constitucionais e contrariou o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exigem matrícula no ensino formal.
Os Nunes foram denunciados ao Conselho Tutelar em 2007 por um morador da cidade. "Vamos lutar até as últimas conseqüências pelo direito de educar nossos filhos", diz Nunes, que tem uma filha de 1 ano.
O "homeschooling" é regulamentado em países como Canadá, Inglaterra, México e alguns Estados dos EUA. Ao todo, 2 milhões de crianças seguem esse sistema de ensino, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Escrito por Glória às 00h43
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FALA, CIDADÃO DE LEOPOLDINA!
Existem algumas ruas em Leopoldina que deveriam ser calçadão. Esta rua mesmo, deveria ser transformada em um calçadão, pois ela é provida de muitos pontos comerciais e entrada de Shoping...
E aproveitando o comentário, as ruas de Leopoldina estão em péssimo estado.Os paralelepípedos só ajudam a destruir os calçados,quantas vezes fiquei com o salto agarrado...
E como motorista e motociclista, eu saio num grande prejuízo, pois os paralelepípedos soltos já me jogaram no chão de moto, a pé e destrói os amortecedores do carro. Já passou da hora de Leopoldina evoluir e asfaltar estas ruas. Os motociclistas estão sendo os maiores prejudicados, e olha que tem moto em Leopoldina!!! Só de documentos por ano pagamos uma faixa de R$420,00, merecemos um pouco de RESPEITO!!! Obrigada.
[sara marinho] [UOL Blog]
25/06/2008 13:12
Escrito por Glória às 13h30
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